18/10/2019 às 09h15min - Atualizada em 18/10/2019 às 09h15min

Dia do Médico

João Baptista Herkenhoff
Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor
E-mail: [email protected]
 
        Dezoito de outubro é o Dia do Médico.

Por mais de um caminho será possível render tributo à profissão médica.

Podemos começar reverenciando a contribuição de diversos povos à Arte e à Ciência de Curar. 

De povos árabes (assírios, fenícios, sumérios, dentre outros) colhe-se a informação de que operavam a catarata (dezessete séculos antes de Cristo).

No Egito, o Papiro de Edwin Smith revela surpreendentes conhecimentos de cirurgia (dezesseis séculos antes de Cristo).

Precioso legado da tradição chinesa é a Acupuntura, até hoje praticada com sucesso (médico Huang-fu Mi, três séculos antes de Cristo).

A Síria do Século IV d. C. transmite à posteridade uma lição perene de Ética Médica.

Os médicos Cosme e Damião, que eram contrários à Medicina privada, exerceram gratuitamente o ofício.

Além disso, fizeram transplante de órgãos entre negros e brancos afrontando as ideias racistas da época. 
Os muçulmanos detêm a glória de instituir o ensino da Medicina em hospitais, e não apenas na academia. (Século Onze depois de Cristo).

No Renascimento é sempre lembrado o médico Realdo Colombo, grande anatomista que pesquisou a insuficiência da circulação.

Isso tudo é História Antiga e Medieval e refere fastos estrangeiros. E no Brasil?

Para homenagear todos os médicos brasileiros, relembro Zilda Arns, médica missionária que perdeu a vida no Haiti, quando um terremoto eclodiu.

Zilda Arns criou um método original para obter os melhores resultados nas campanhas de vacinação contra a poliomielite.

Zilda Arns Neumann, pediatra e sanitarista, era irmã de Dom Paulo Evaristo Arns.

Foi fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa.

Essas duas Pastorais são organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
 
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