20/10/2019 às 10h20min - Atualizada em 20/10/2019 às 10h20min

Visto da ponte da avenida Getúlio Vargas, o Feijão Crú é apenas um filete d'água

Nos seus 18 quilômetros de extensão o ribeirão é formado por mais esgoto sanitário do que água propriamente dita.

Luiz Otávio Meneghite
De cima da ponte da Getúlio Vargas se vê apenas um filete d'água poluida
Durante minha caminhada matinal passo todos os dias sobre a ponte da Avenida Getúlio Vargas. Olho para baixo e não vejo mais o ribeirão Feijão Crú, apenas um filete d’água escura, já poluída pelo esgoto sanitário que vai se avolumando à medida em que ele avança exalando mau cheiro e mostrando um aspecto de puro esgoto, que só melhora quando chove bastante.

O Feijão Cru tem no total 18 quilômetros de extensão da nascente à foz, atravessando toda a área urbanizada de Leopoldina, tendo como afluentes pequenos cursos d’água que nascem na Pinguda, no Cruzeiro, na Mina da Taboquinha e o córrego da Onça. Na zona rural o seu principal afluente é o ribeirão do Banco e 6 quilômetros abaixo ele deságua no Rio Pomba.


Percurso de 18 quilômetros do Feijão da nascente até sua foz no Rio Pomba​

Em alguns pontos é inevitável passar sobre as pontes sem tapar o nariz devido ao mau cheiro insuportável. Não dá para imaginar o sofrimento dos moradores nas imediações do córrego.

De cima das pontes nas ruas Francisco Andrade Bastos, José Dário Sodré (antiga Sindicato Têxtil), Marechal Deodoro, João Neto, Joaquim Guedes Machado, Padre José Domingues Gomes e na ligação do Seminário com o Jardim dos Bandeirantes relacionadas na ordem seqüencial do avanço do córrego na zona urbana, o mau cheiro e a poluição aumentam.

A verdade é que se sabe que o Município não tem recursos financeiros para bancar a despoluição e depende do Governo Federal, o que dificulta muito todo o processo que chegou a ser iniciado em 2011, lá se vão quase 9 anos..


Hoje, o córrego 'Feijão Cru' é um verdadeiro esgoto a céu aberto cortando toda a cidade. (Foto Arquivo GLN)

Fontes> Arquivo Jornal Leopoldinense, Wikipédia, e Google Earth

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