26/12/2019 às 16h21min - Atualizada em 26/12/2019 às 16h21min

Desmonte de rocha será retomado no dia 6 de janeiro, diz fonte da Prefeitura

Paralisação foi necessária para manutenção das máquinas e a via pública permanecerá interditada para garantir a segurança das pessoas.

Placa anuncia prazo de execução mas omite datas de início e término da obra
Uma paralisação ocorrida nesta quinta-feira, 26 de dezembro de 2019, na demolição de uma rocha, localizada na Rua Omar Resende Peres, que faz a ligação dos bairros São Cristóvão e Três Cruzes, gerou uma onda de boatos segundo os quais a empresa Presanger Locação de Equipamentos Ltda estaria abandonando a obra de demolição em definitivo.

O Jornal Leopoldinense fez contato com a Prefeitura de Leopoldina através do Chefe de Gabinete Luiz Augusto Cabral e este garantiu que a paralisação foi necessária, segundo o engenheiro da Presanger Locação de Equipamentos Ltda, para a realização de manutenção preventiva nos equipamentos que estão sendo utilizados na obra. De acordo com a informação obtida pelo Jornal Leopoldinense, a nova etapa da obra de demolição será retomada no dia 06 de janeiro de 2020.


José Márcio Gonçalves Lima, Secretário Municipal de Obras


Secretário de Obras deu explicações sobre a demolição aos vereadores

No início do mês de dezembro de 2019, a pedido do vereador Pastor Darci José Portela, o Secretário Municipal de Obras, José Márcio Gonçalves Lima compareceu à Câmara Municipal de Leopoldina, onde foi questionado sobre a lentidão na execução dos serviços e a dilatação do prazo para conclusão da obra.

Inicialmente, José Márcio comentou que a rachadura naquela pedra era muito antiga e que a Prefeitura foi obrigada a tomar providências em virtude de uma denúncia encaminhada ao Ministério Público que gerou a instauração de um inquérito. Segundo o secretário, o Ministério Público estipulou um prazo para que o município apresentasse um laudo técnico assegurando que a rocha não representava risco à integridade física do cidadão ou que providenciasse o desmonte e a fragmentação da pedra.

O Secretário explicou que, sem conseguir um laudo técnico sobre a segurança da pedra, o município realizou três licitações que foram desertas, ou  seja, não houve o comparecimento de nenhuma empresa interessada, e somente no quarto certame foi contratada a empresa Presanger Locação de Equipamentos Ltda que apresentou um cronograma de 60 dias para conclusão da obra.

José Marcio comentou que a empresa solicitou dois termos aditivos de prazo, relacionando o atraso na execução das obras à existência de problemas mecânicos com equipamentos destinados à perfuração do maciço rochoso. Ele informou que, no segundo termo aditivo, a empresa alegou que, em virtude da necessidade de procedimentos de segurança da população, optou por técnicas mais lentas de execução dos serviços durante a remoção do maciço, com parcelas menores de rocha e, dessa forma, tem-se levado mais tempo do que o esperado.

Na oportunidade o engenheiro afirmou que os serviços estavam paralisados, mas que foram reiniciados no dia 09 de dezembro de 2019. Segundo ele, a fragmentação de três rochas está praticamente concluída, faltando apenas a remoção dos fragmentos. O secretário explicou que, em virtude do tempo chuvoso, o veículo utilizado pela empresa não consegue atingir o local onde estão os fragmentos da rocha, sendo necessário aguardar que o tempo melhore.

José Márcio reconheceu os transtornos causados à população em virtude da interdição da rua, mas explicou que tal medida é para garantir a segurança dos transeuntes. Ele se colocou à disposição para acompanhar os vereadores numa visita ao local.

Os parlamentares destacaram a preocupação da população com os riscos a que está sujeita ao utilizar a BR 116, além de acidentes e assaltos que já ocorreram na rua Omar Resende Peres que está interditada. Eles sugeriram que a Prefeitura ou a Secretaria de Obras faça uma nota oficial direcionada aos moradores do bairro a fim de tranquilizá-los sobre a execução da obra, pois muitos estão preocupados com a possibilidade de os serviços serem concluídos somente no início do próximo ano, em virtude do período de Natal e passagem de ano.

José Márcio explicou que a rua precisa permanecer interditada para eliminar qualquer risco para a população. Ele acredita que os serviços serão acelerados, mas afirmou que não há como fazer uma previsão de término. O secretário esclareceu que o terreno onde está a rocha é de propriedade particular e acrescentou que, até o momento, não foi ventilada qualquer possibilidade de fazer aditivo de preço.

Ao final, o Secretário de Obras agradeceu a oportunidade de participar de uma reunião do Legislativo, reconhecendo que a função do vereador é zelar pelo bem comum da população. Ele afirmou que não é interesse do município dificultar a vida de ninguém e aproveitou para solicitar a compreensão de todos, reafirmando o compromisso de um maior empenho no sentido de resolver essa situação no menor prazo possível.

Fontes> Portal da Câmara Municipal de Leopoldina e Arquivo do Jornal Leopoldinense

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