16/01/2020 às 07h27min - Atualizada em 17/01/2020 às 17h22min

Pré-candidato a prefeito Marcos Paixão concede entrevista exclusiva ao Jornal Leopoldinense

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Luiz Otávio Meneghite
Marcos Paixão
O Jornal Leopoldinense pretende ouvir todos os pré-candidatos a prefeito de Leopoldina nas eleições deste ano para debater os problemas do município e apontar soluções para os mesmos. Esse foi o foco da entrevista com o pré-candidato a prefeito de Leopoldina, Marcos Paixão, nascido em 1971, na cidade de Leopoldina, onde passou sua infância e juventude nos arredores dos bairros Bela Vista e São Cristóvão. Filho de Luíza Lina Paixão e Alberto Bartoli Vieira, além de escritor, é radialista. Muito popular pelo seu programa diário na Rádio Jornal AM, é considerado um escritor detalhista pela sua obra romântica Vale dos Vinhedos e em breve lançará a sua segunda obra literária, Cidades Brancas. Marcos Paixão está filiado ao Partido Solidariedade.
 
A entrevista foi feita a partir de questionamentos sobre alguns problemas do município, enviados diariamente ao Jornal Leopoldinense pelos leitores, via facebook principalmente. Assim, os diretores do jornal acreditam estar verdadeiramente, contribuindo para o debate democrático. “Temos a convicção de que não basta se candidatar e pedir votos; é preciso mostrar ideias, apontar soluções e sustentar suas opiniões perante o eleitorado. Eis uma boa chance para falar diretamente com o eleitor e, talvez, conseguir bons votos”.
 
JL -Fale um pouco sobre sua trajetória pessoal como político e sua experiência como gestor público.
 
Marcos Paixão: Sou um pré-candidato que não tenho uma trajetória política profissional, tão pouco tive a oportunidade de ser um gestor público. Mas a minha experiência de vida me credencia a ter um olhar crítico sobre as inúmeras vertentes que uma gestão pública deveria atuar com mais efetividade. Venho estudando atentamente todos os erros e acertos de gestões passadas e, como radialista, também estou atento às necessidades básicas da população. Por isso, independentemente de não ter experiência  e vícios de um gestor público, estou muito seguro e acima de tudo me sinto preparado para esse grande desafio!   
 
JL -Por que e para que o senhor pretende candidatar-se a prefeito de Leopoldina? Cite bons motivos para o eleitor votar no seu nome.  Qual é seu principal lema de campanha e por quê?
 
Marcos Paixão: Sou radialista e no meu dia-a-dia recebo dezenas de ligações de ouvintes relatando problemas relacionados à gestão pública municipal. Essa triste rotina me despertou à necessidade de ir além da força do rádio e me tornar um pré-candidato a prefeito de Leopoldina. Pretendo conquistar cada eleitor com uma proposta sem vícios e amarras políticas. Tenho certeza que a formação de uma equipe “técnica e capacitada” em cada setor, prestigiando o funcionário de carreira, será o nosso grande diferencial na gestão pública. Nosso lema principal é a “Paixão por Leopoldina”.  Esse é o mais puro sentimento que tenho por essa cidade que me encanta pelo seu potencial!
 
JL –Quais os problemas que ainda temos no setor de Saúde e o que pretende fazer para melhorar a situação? O que o senhor tem planejado para a Casa de Caridade Leopoldinense?
 
Marcos Paixão: A saúde é um gargalo para qualquer gestor público. Independentemente das contas e repasses em dia, a população precisa e merece um atendimento mais humanizado. O cidadão que procura os postos de saúde do município em busca de atendimento, merece toda a atenção possível e principalmente um acompanhamento médico. É inaceitável as filas de espera para a realização de exames e é nesse momento que um gestor deve ser responsabilizado. Tem que buscar soluções reais! A nossa Casa de Caridade Leopoldinense precisa estar em ótima sintonia com a gestão pública, ambos têm o dever de buscarem alternativas que irão impactar no atendimento padrão a nossa comunidade. O não repasse ou o atraso da verba para o Pronto Socorro é um crime. Por isso, me comprometo acima de tudo a não cometer esse grave erro e, principalmente, me comprometo a manter diálogo com os gestores da Casa de Caridade para rever os valores deste Convênio e conhecer as reais necessidades da Casa de Caridade para a manutenção do atendimento e a melhoria da qualidade de serviço do Pronto-Socorro.
 
JL –Quais políticas de emprego e renda pretende implantar no município para alavancar a economia local? O senhor tem alguma proposta para atrair novas empresas para a cidade?  
 
Marcos Paixão: Entendo que a gestão pública deve estreitar os laços com as entidades que representam a classe patronal da nossa cidade, posso citar a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Leopoldina – ACIL, como exemplo. Juntos, devemos elaborar um planejamento técnico para alavancar a economia local. Antes de atrair novas empresas, acredito que precisamos fortalecer as que estão produzindo e gerando empregos em nossa cidade. Para atrair novas empresas é necessário que seja de modo sustentável, para isso, é fundamental estar alinhado com o poder legislativo. 
 
JL -Como ajudar o pequeno agricultor e que propostas o senhor tem para o homem do campo?
 
Marcos Paixão: A força da nossa cidade vem do campo. O pequeno agricultor precisa apenas de ter condições para trabalhar e isso passa pela qualidade das estradas de acesso e oportunidade de vender seus produtos com dignidade. Temos em nossa cidade uma unidade da Emater e o Sindicato Rural, juntos podemos traçar políticas favoráveis ao homem do campo. É uma ótima oportunidade para unirmos forças! 
 
JL –O que o senhor pretende fazer com os lixões a céu aberto em alguns pontos da cidade, os chamados ‘Bota Fora’? O senhor pretende melhorar a coleta de lixo na cidade?
 
Marcos Paixão: Sinceramente, encaro essa situação com muita preocupação. Temos vários exemplos de cidades que resolveram essa situação com a implantação de usinas de reciclagem que geram emprego e renda. Lixões a céu aberto acarretam sérios problemas de saúde pública, como a proliferação de doenças causadas por moscas, mosquitos, baratas e ratos, além do impacto negativo ao meio ambiente com a poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas. A coleta de lixo na cidade é um dos pontos críticos da atual administração e motivo de reclamação diária da população. É preciso realizar um novo planejamento para suprir as demandas de cada bairro.
 
JL -O que será feito para resolver o problema do esgoto que está poluindo nossos córregos?
 
Marcos Paixão: Há tempos se fala na implantação de estações de tratamento de esgoto em nossa cidade, sei que o projeto existe e a verba foi disponibilizada, porém pouco se sabe sobre o andamento dessa importante obra. Se caso não for concluída a tempo, certamente será uma das minhas prioridades para conclusão.
 
 
JL -Quais os planos para mudar a atual situação das estradas que ligam Leopoldina a Providência e da estrada que liga Leopoldina a Abaiba? 
 
Marcos Paixão: Não apenas as estradas que ligam Providência e Abaiba, temos várias localidades rurais que merecem a mesma tratativa. Além da manutenção constante das estradas, é necessário fazer um levantamento emergencial da situação das dezenas pontes espalhas pela zona rural. Cabe ao gestor do município equipar de máquinas e tratores o setor responsável, buscando recursos junto aos governos estadual e federal. 
 
JL -Qual a opinião do senhor sobre a implantação do estacionamento rotativo no centro da cidade?
 
Marcos Paixão: Sou a favor, vai democratizar o acesso às vagas de estacionamento. Além de contribuir com a organização do centro da cidade, o sistema de estacionamento rotativo vai beneficiar o comércio, já que muitos consumidores deixaram de ir ao centro para fazer compras em função da dificuldade de estacionar. Por isso, as mudanças devem ir além da implantação do rotativo. O centro da cidade precisa de um projeto de revitalização do trânsito e isso inclui não apenas as vagas de estacionamento, mas também a reordenação dos pontos de ônibus. 
 
JL -Que providências serão tomadas para resolver o grande número de cães abandonados pela cidade?
 
Marcos Paixão: A quantidade de animais de rua é preocupante. Os cães abandonados que circulam pelas ruas não recebem grande apoio do poder público, apenas de entidades não governamentais que lutam com poucos recursos para ajudar esses animais.  Estudos apontam que um controle eficaz é a castração, porém os animais precisam de um lugar seguro e limpo para dormir, cuidados veterinários, água limpa e alimentação todos os dias. É um problema que pode ser solucionado por meio de parcerias entre as entidades de nossa cidade e o poder público.
 
JL - Por que importantes espaços de lazer e turismo estão abandonados, como por exemplo, o Horto Florestal?
 
Marcos Paixão: Falta de visão e interesse! Infelizmente, não existe em nossa cidade uma política séria voltada para revitalização de espaços para lazer e estimulo ao turismo e o Horto Florestal é um triste exemplo. Nossa cidade tem forte potencial turístico devido a sua localização privilegiada, além da tradicional receptividade mineira. Vejo que as entidades que promovem eventos que trazem divisas para o município, sofrem verdadeiras humilhações para conseguirem migalhas da gestão pública como apoio.  Temos que mudar essa mentalidade e encarar o Turismo com profissionalismo, é uma fonte de renda limpa que gera impacto positivo em vários setores do comércio da cidade. Para isso, é importante gerir uma Secretaria de Cultura e Turismo com uma equipe técnica, atuante e com envolvimento diário com outros setores, como o Circuito Serras e Cachoeiras, a Oficina do Futuro, a Academia de Leopoldinense de Letras e Artes, Associações, Cooperativas e os Conselhos Municipais relacionados ao tema. 
 
JL –Após anos de aprovada a Lei Municipal de Incentivo à Cultura Vitalino Duarte não foi regulamentada.  Está nos planos do senhor colocá-la em prática?
 
Marcos Paixão: Uma gestão que não apoia uma Lei Municipal de Incentivo à Cultura, não colhe bons frutos. Gostaria de parabenizar a todos que mobilizaram em prol da criação de lei e pela belíssima homenagem ao Mestre Vitalino Duarte. Se for da vontade do povo leopoldinense, estarei de caneta em punho para ser um dos meus primeiros atos, a regulamentação da “Lei Municipal de Incentivo à Cultura Vitalino Duarte”.  Vamos juntos incentivar a formação artística e cultural, incentivar a produção cultural e artística, preservar e divulgar o patrimônio histórico e cultural do Município. Eu acredito!
 
JL - Por que algumas praças em bairros estão abandonadas? Por que as calçadas e passeios das ruas da cidade não são cuidados? A prefeitura poderia fiscalizar essa parte?
 
Marcos Paixão: Gestão inoperante! Umas das metas seria a criação de uma pasta exclusiva dentro da Secretaria de Serviços Urbanos para cuidar de praças e jardins. Em várias cidades, a gestão pública se utiliza de parceria com empresas privadas para a manutenção destes espaços. Temos ótimos arquitetos e urbanistas em nossa cidade e seria ótimos envolvê-los para que possam trazer soluções inovadoras. Com trabalho sério, criatividade e bom gosto, podemos elevar a auto-estima do leopoldinense.  Para que a prefeitura utilize o poder da fiscalização das ruas e calçadas, primeiro ela deve fazer a parte dela. Vamos avaliar se o serviço que vem sendo prestado é de qualidade.
 
JL - O senhor acha que a cidade de Leopoldina atualmente está carente de políticas públicas voltadas para a juventude e consequentemente para a inclusão social?
 
Marcos Paixão: As políticas públicas atuais deveriam ter como objetivo promover o desenvolvimento das várias dimensões da vida dos jovens por meio da criação de ações, projetos e programas que em seus discursos oficiais pretendem garantir o acesso a direitos fundamentais e a cidadania, tais como: saúde, trabalho entre outros. Se existem em nosso município são discretas, pois não tenho conhecimento. O tema é pertinente e deve ser discutido e implantado pelos setores responsáveis.
 
JL - Quais os problemas que ainda temos no setor de Educação e o que o senhor pretende fazer para melhorar a situação?
 
Marcos Paixão: A questão da qualidade do transporte e a segurança dos alunos me preocupa, todos os contratos deverão ser revisados criteriosamente assim como as reais condições dos veículos. Pelos dados do Ideb, a Educação em nosso município está satisfatória, mas sempre há possibilidade de melhorar o desempenho. Considero um dos setores mais importantes de uma gestão municipal, por isso, a qualificação e o reconhecimento dos professores é fundamental para a manutenção de uma educação de qualidade. Parabenizo a Secretaria Municipal de Educação pelo trabalho que vem sendo realizado!
 
 
JL - O senhor já tem nomes em mente ou pelo menos uma ideia ou perfil de quem o senhor gostaria de ter em sua equipe de governo, caso eleito?
 
Marcos Paixão: É natural que sim. Vislumbro a possibilidade de trabalhar com nomes experientes em nossa cidade e que certamente fariam toda a diferença em uma equipe de governo. Mas o importante é ocupar os cargos e funções de confiança com profissionais técnicos e capacitados, independentemente de apoios políticos, e valorizar o funcionalismo público, já que a prefeitura conta hoje com profissionais qualificados, experientes e com vasto conhecimento da máquina pública.   
 
JL – Qual será a participação do vice-prefeito em seu governo?
 
Marcos Paixão: Infelizmente nos últimos governos os vice-prefeitos não tiveram como desempenhar suas funções devido a vários fatores. Mas o meu vice-prefeito teria uma participação efetiva na administração, com muito respeito, diálogo e trabalho. Vamos trabalhar em equipe! 
 
JL - Qual a sua mensagem para nossos leitores, internautas e para o povo leopoldinense que acompanha esta entrevista como candidato a prefeito de Leopoldina através do Jornal Leopoldinense?
 
Marcos Paixão: Você que tem paixão por Leopoldina, venha encarar esta jornada comigo e me ajudar a fazer a diferença de verdade!
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