05/03/2020 às 15h08min - Atualizada em 05/03/2020 às 15h08min

Morre Grimaldo, popular motorista de Leopoldina

28/08/1928 - 05/03/2020

Luciano Baía Meneghite
Álbum de Família
Leopoldina perdeu na manhã desta quinta-feira, 5 de março de 2020, uma de suas figuras marcantes. O ex-motorista de caminhão e ex-taxista Grimaldo Bocard dos Santos, aos 91 anos.  Sempre muito ativo, Grimaldo participou de diversas atividades e trabalhou até bem depois dos 80 anos. Nos últimos anos, porém, vinha apresentando alguns problemas de saúde.


Na comemoração de seus 90 anos em 2018 com a esposa Maria (de preto) e irmãos. (Álbum de Família)

Em abril de 2018, o jornal Leopoldinense realizou uma matéria especial em comemoração ao aniversário de Leopoldina sob o título: “Leopoldina ainda existe?” em que foram focalizadas personagens que ainda representavam de alguma forma hábitos, costumes e memórias de nosso município. Entre essas estava Grimaldo, assíduo leitor do jornal.  

 
Grimaldo nasceu em Recreio-MG em 03 de agosto de 1928. Morou no distrito de Campo Limpo (Atual Ribeiro Junqueira) e na vizinha Cataguases, cidade em que trabalhou em padaria e açougue. Morou um bom tempo também na Fazenda Estrela em Leopoldina.
 
“Lembro da linha do trem passando ao lado da fazenda. De vez em quando eu andava de locomotiva, outras vezes ia e voltava a pé em Leopoldina. Lembro das pilhas de lenha ao lado da estação que eram fornecidas pela Serraria Peres,” contou Grimaldo.
 

“Trabalhei de servente de pedreiro na fábrica de tecidos, quando estavam construindo a chaminé. Não tinha máquinas, era tudo na mão,” lembrou ele. Após algum tempo como ajudante do caminhoneiro Vicente Lamóglia “Totó” que “puxava” leite, aprendeu com este a dirigir.
 
 Em 23 de dezembro de 1953 casou-se com D. Maria, com quem teve os filhos João, Fernando e Aparecida(i.m.).
 
Esportista, gostava de futebol e torcia pelo Flamengo. Já morando próximo ao viaduto da BR116,  organizou o "Esporte Clube Bela Vista" e  torneios que eram realizados no antigo campo (Frindal).

Trabalhou 23 anos transportando leite para a Cooperativa LAC, como autônomo e foi taxista até há poucos anos.
 
Ao mudar-se para a Cohab Velha, tornou-se um dos diretores da Sociedade Recreativa Carnavalesca Unidos dos Pirineus. Grimaldo cuidava da tesouraria, viajava para comprar instrumentos e tecidos entre outras necessidades. “Lembro de um ano em que a escola ganhou dez em tudo. Era muito bonito nosso carnaval”. Relembrou.
 
 Sempre foi elogiado pela correção com que agia e considerado um baluarte da escola.



Religioso, também participava de movimentos da Igreja Católica.

Grimaldo deixa a esposa Maria, os filhos, João e Fernando, seis netos e três bisnetos.
 
O corpo foi velado na Capela Mortuária Lions Clube e o sepultamento ocorreu nesta sexta,06/03 às 9h no Cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo.
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