28/08/2014 às 19h06min - Atualizada em 28/08/2014 às 19h06min

Antes de disputar o Planalto, Aécio nunca aceitou ir a debates eleitorais

Tucano rejeitou regras em 2002 e 2006, quando ganhou governo de Minas no 1º turno; em 2010, ao concorrer ao Senado, também não quis debater

Fernando Rodrigues
Blog do Fernando Rodrigues

Quando as coisas não vão bem, começam a aparecer o que podem ser os possíveis defeitos de um político em campanha. Nesta semana, passou a ser mencionado em Brasília um fato pouco notado sobre o candidato a presidente pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG): aos 54 anos de idade, ele nunca havia participado de debates eleitorais para cargos majoritários até esta 3ª feira (26.ago.2014), quando a TV Bandeirantes promoveu o encontro entre postulantes à Presidência da República na disputa deste ano.

Em geral, no Brasil, candidatos que estão muito à frente nas pesquisas de intenção de voto tendem a rejeitar a participação em debates eleitorais. Argumentam que as regras são impróprias. Como a lei obriga as emissoras de TV a convidar muitos candidatos, quem está na frente apenas vira um saco de pancadas para os demais. Fernando Henrique Cardoso ganhou duas vezes o Palácio do Planalto (1994 e 1998) sem nunca ter ido a um debate naquelas eleições —dizia que poderia participar se houvesse segundo turno, o que não ocorreu.

Em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva também não quis participar de debates eleitorais no primeiro turno. Como a eleição foi ao segundo turno, o petista acabou participando desses encontros durante a fase final da campanha, vencida por ele.

Aécio Neves, por meio de sua assessoria, disse ter discordado das regras dos debates propostos em 2002 e 2006 nas disputas pelo governo de Minas Gerais. Tinha se comprometido a participar se houvesse segundo turno. Como ele venceu no primeiro turno, não teve de cumprir a promessa.

O tucano também não foi ao debate entre candidatos ao Senado em 2010. Como esse evento tampouco teve a presença de Itamar Franco (PPS) e de Fernando Pimentel (PT), o debate ficou esvaziado —Itamar e Aécio acabaram conquistando as duas vagas em disputa naquele ano.


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