22/03/2020 às 16h30min - Atualizada em 22/03/2020 às 16h30min

Ministro da Saúde pede adiamento da eleição de outubro por causa do Coronavírus

Luiz Henrique Mandetta sinalizou que a crise sanitária poderá se alongar por mais tempo que o inicialmente previsto.

Luiz Hennrique Mandeta-Foto Fabio Rodrigues Pozzebom-Agência Brasil
 O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou o adiamento das eleições deste ano em virtude do avanço do novo coronavírus no país, indicando que a crise sanitária poderá se alongar por mais tempo que o inicialmente previsto. “Eleição vai ser uma tragédia. Vai todo mundo querer fazer ação política”, disse.

“Estou alertando que todos vocês precisam, com todas as diferenças políticas, se entender. Aliás, eu faço aqui até uma sugestão para vocês discutirem. Está na hora de o Congresso olhar e falar: "olha, adia as eleições". Faça um mandato tampão desses vereadores e prefeitos. Eleição vai ser uma tragédia. Vai todo mundo querer fazer ação política. Eu sou político, sei o que é isso”, disse Mandetta durante uma reunião com prefeitos de todo o país realizada por meio de teleconferência neste domingo, 22 de março de 2020. 

A recomendação para o adiamento das eleições foi dada em resposta a uma pergunta feita pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), que pediu a liberação de recursos necessários para combater a epidemia e que não estariam sendo repassados pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). 

“Não podemos (repassar recursos) de forma desintegrada. Eu faço de um jeito, vocês de outro. Se não, daqui a pouco, vocês vão estar pagando mais para um médico de hospital A, menos para o hospital B. Tira enfermeiro de lá e traz para cá. Assim vai haver bateção de cabeça. Eu vou descentralizar e fazer com que vocês trabalhem com o máximo liberdade”, completou o ministro.

Partido Podemos irá ao TSE pedir o adiamento das eleições
 
O partido Podemos já anunciou que irá pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o adiamento das eleições, ao menos até dezembro. O líder do partido na Câmara, Léo Moraes (RO), argumenta que todo o calendário eleitoral, como realização de convenções, preparação do processo – como teste com urnas eletrônicas – propaganda e propriamente os dias de votação nos dois turnos – 4 e 25 de outubro – coincidirá ainda com a presença da epidemia do coronavírus no país. 

“Pela projeção do próprio Ministério da Saúde, que estima mais alguns meses da presença do vírus no Brasil,  teremos uma sobreposição desses episódios. Uma campanha eleitoral, e os  próprios dias de votação, ainda sob medidas de restrição de mobilidade e contato. O mais prudente nesse momento é adiarmos para dezembro, por exemplo, a eleição”, disse Léo Moraes à coluna Radar. Ele afirmou que há apoio de alguns outros líderes com quem conversou para esse adiamento. 
 
Fontes> Jornais: Estado de São Paulo, O Globo, O Tempo, O Dia, Estado de Minas, Revista VEJA e Revista Exame

 
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