18/10/2020 às 10h32min - Atualizada em 18/10/2020 às 10h32min

Candidatos em busca de um eleitor que pode decidir eleições este ano, o idoso

Políticos experientes estão se utilizando de estratégias como a compra de votos de idosos com o acionamento de intermediários regiamente remunerados em bairros.

Edição> Luiz Otávio Meneghite
Grande parte do eleitorado leopoldinense é formado por pessoas com mais de 70 anos, e, pela legislação em vigor no Brasil, eles não podem ser penalizados se deixarem de votar. Com o advento da pandemia da Covid-19 é muito comum ouvir de eleitores que pertencem a esse grupo, alguns até com ligações afetivas com candidatos, que não pretendem se arriscar em aglomerações e o comparecimento às seções eleitorais no dia da eleição é um risco que não pretendem correr, mesmo com a introdução da regra que antecipou para às 07:00 horas o início da votação com preferência para votação de idosos até às 10:00 horas da manhã.

No dia 15 de novembro de 2020, grande parte dos cerca de 40 mil eleitores do Município de Leopoldina não deverá estar presente nas urnas para escolher o novo prefeito, o vice-prefeito além de 15 vereadores para compor a Câmara Municipal de Leopoldina. Nas últimas eleições já tem sido expressivo o percentual de abstenções e a tendência natural numa época de pandemia é aumentar o número de ausentes no dia da votação.
Os 18 partidos políticos em atividade no município escolheram em coligações ou isoladamente os nomes de 12 cidadãos para a disputa majoritária dos cargos de prefeito e vice-prefeito. Os mesmos partidos lançaram isoladamente os nomes de 324 candidatos ao cargo de vereador.

A menos de um mês para as eleições municipais o Jornal Leopoldinense tem ouvido de alguns candidatos manifestações sobre as dificuldades de se aproximarem dos eleitores para pedir o voto, por causa da recomendação de se evitar aglomerações. As redes sociais têm sido muito utilizadas, mas muitos ainda não tem acesso a elas.

Existem candidatos mais experientes que estão se utilizando de estratégias antigas nada recomendáveis como a compra de votos de idosos com o acionamento de intermediários  regiamente remunerados em bairros, além do patrocínio (com uso de laranjas) de festinhas e churrascos para jovens eleitores onde são inevitáveis as aglomerações e dificultam o distanciamento social além de estimularem o abandono de proteções como as máscaras. Afinal, quem vai comer e beber com máscara?

Fonte> Tribunal Superior Eleitoral
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