24/10/2020 às 08h35min - Atualizada em 24/10/2020 às 08h35min

O que os (as) candidatos(as) propõem para o homem do campo, principalmente o pequeno produtor.

Como atividade econômica fundamental do municipio de Leopoldina, a agropecuária apresenta dificuldades de maior desenvolvimento e diversificação em um território grande em que predominam as pequenas propriedades. Vejam as propostas dos (as) candidatos(as) para o setor.

Em ordem alfabética: Brenio Coli, Cláudia Conte, Kélvia Raquel, Marcos Paixão, Pedro Augusto e Ricardo Paf Pax (Fotos Divulgação/Arquivo jornal Leopoldinense)
Como ajudar o pequeno agricultor e que propostas o(a) senhor (a) tem para o homem do campo?
 
Brenio Coli (PSD-DEM-PODEMOS-PDT-AVANTE)

O produtor rural precisa principalmente de acesso à sua propriedade. Sem estradas, o produtor não consegue escoar sua produção. Vamos manter as estradas adequadas. Hoje, a prefeitura não tem um levantamento de quantas pontes secas existem e quantos quilômetros de estradas vicinais temos. Juntamente com o Conselho Municipal do Desenvolvimento Rural, o qual já tivemos contato e que não tem apoio da atual administração, vamos criar um grande projeto para reivindicar recursos para fazer as pontes em pré-moldado, eliminando grande parte das pontes secas. O nosso grande forte é a Bacia Leiteira, que traz muitos rendimentos, o produtor rural precisa da estrada em boas condições. O que o produtor rural pede é muito pouco, para uma cidade que arrecada quase 5 milhões de IPVA por ano.
 
Cláudia Conte (PT)

Leopoldina totaliza 942 km de área, é a 2ª maior área da Zona da Mata mineira, temos mais de 1.400 propriedades rurais, com aproximadamente 890 famílias agricultoras, considerando que a produção rural do município rende aproximadamente por ano mais de 100 milhões, podemos inferir que é base da nossa economia. Nossas condições de solo, relevo e climáticas, são favoráveis para vários tipos de produção. Com tantas possibilidades, uma das ações primordiais é garantir a estrutura para o funcionamento de uma Secretaria de Agricultura com técnicos habilitados, para em parceria com os diversos órgãos e instituições como: Emater, IEF, EPAMIG, IMA, Sindicatos e Associações Rurais, Cooperativas, garantir equipamentos, transporte, prover apoio prioritário ao pequeno produtor, agricultores familiares; disponibilizar maquinário e desenvolver programas de recuperação de solo, pastagens e outros. Na comercialização, revitalização da feira popular, Mercado do Produtor, Balcão de Negócios Rurais (a nível regional); valorização da agricultura familiar na merenda escolar. Na formação e qualificação rural, convênios com Instituições de Ensino e EPAMIG para uma Escola agrícola, com cursos de qualificação, em nível técnico, tecnológico e superior. Destaca-se o trabalho conjunto entre Agricultura e Meio-Ambiente, para um desenvolvimento e economia sustentável.  
  
Kélvia Raquel (PP-PSC-PSL-PSDB)  

A vocação econômica de Leopoldina está ligada à produção rural, sendo assim nossa administração terá um olhar especial para as questões da agropecuária, visando à ampliação e manutenção dessa atividade.  Para isso, iremos estabelecer Parceria com EMATER, EPAMIG e INCRA para o fortalecimento do agronegócio no município. Iremos viabilizar o SIM (Selo de Inspeção Municipal) a todos os produtores, mediante a otimização do serviço, buscando auxiliar o produtor na aquisição do Selo. Ampliaremos e fortaleceremos ações da agricultura familiar, de forma a aumentar o consumo para a merenda escolar, incentivando, assim, o produtor local a diversificar e ampliar a sua produção. Além disso, ainda iremos instituir o Turismo Rural para desenvolver as potencialidades históricas, culturais e étnicas do interior, envolvendo os agricultores e os fazendeiros com a atividade turística. Outra ação do nosso Plano de Governo é organizar Feira Itinerante (dos produtores rurais)  nos bairros da cidade; Iremos criar o PROGRAMA CESTA CHEIA – que visa adquirir dos produtores rurais gêneros alimentícios que possam compor as cestas utilizadas em seu programa de distribuição à família de baixa renda; Por fim, vamos fortalecer o Conselho Municipal, consultá-lo sempre que necessário para fundamentar e divulgar as ações tomadas para essas atividades e Buscar parceria para promover cursos voltados para a vocação rural da cidade.
 
Marcos Paixão (REDE-PCdoB) 

A força da nossa cidade vem do campo. O pequeno agricultor precisa apenas de ter condições para trabalhar e isso passa pela qualidade das estradas de acesso e oportunidade de vender seus produtos com dignidade. Temos em nossa cidade uma unidade da Emater e o Sindicato Rural, juntos podemos traçar políticas favoráveis ao homem do campo. É uma ótima oportunidade para unirmos forças! 
 
Pedro Augusto (PL) 

Sou apaixonado pela área rural. Mesmo quando trabalhava no BDMG, sempre desenvolvi minhas atividades rurais. Hoje a área rural está abandonada, com estradas em péssimas condições. Nossas pontes rurais continuam sendo construídas de madeira, material que tem uma duração muito curta. Precisamos quebrar paradigmas e rever toda a política de atenção ao homem do campo e fazer uma verdadeira revolução de apoio ao produtor rural, como a implantação de novas culturas no município, principalmente a fruticultura, e incentivar a pecuária de leite e de corte. Temos também que ajudar o pequeno produtor e a agricultura familiar, a fim de desenvolver a produção de hortaliças e alimentos, e desenvolver projetos para avicultura – inclusive, há em Leopoldina uma granja que é a maior produtora de ovos da Zona da Mata mineira. Eu tenho terra no sangue, e se eu vier a ser prefeito da minha terra, a área rural será assistida como merece: de maneira digna e correta.        
  
Ricardo Paf Pax (PSB-Republicanos-PV-PTB-MDB) 

As políticas públicas relativas às atividades no campo vêm sendo implementadas de cima para baixo, por pessoas que não têm nenhuma experiência no assunto e sem qualquer participação do agricultor. Ninguém conhece melhor os problemas do campo do que o “Homem do Campo”. É dele (ou com ele) que devemos extrair as soluções para os problemas relativos à agropecuária. Temos, em nossa cidade, a Epamig e a Emater, que podem ser grandes parceiras nessa empreitada. Apesar da crise por que atravessa o setor, em nossa cidade, com reflexos visíveis em um de nossos maiores patrimônios, que é a LAC, não há dúvidas de que nossa maior vocação está na pecuária leiteira. Há, ainda, boas alternativas e bons exemplos a serem seguidos, como a pisicultura ornamental, na região de Muriaé; a produção de frutas e sucos, em Visconde do Rio Branco e região, e a produção de mudas de plantas ornamentais e frutíferas, em Dona Euzébia.

 
Veja as respostas anteriores sobre outros temas:

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