22/12/2020 às 18h32min - Atualizada em 22/12/2020 às 18h32min

A imparcialidade e a democracia no comportamento do Jornal Leopoldinense na eleição de 2020

Foram entrevistados todos os políticos que manifestaram a vontade de se candidatarem ao cargo de prefeito

Luiz Otávio Meneghite
Prefeito eleito de Leopoldina, Pedro Augusto Junqueira Ferraz (Foto: João Gabriel Baía Meneghite)
Desde o princípio do ano foram entrevistados vários políticos na condição de pré-candidatos a prefeito de Leopoldina. Outros chegaram a ser convidados, mas não confirmaram a pretensão de concorrer ao pleito. As entrevistas foram publicadas tanto no jornal impresso quanto na versão online do Jornal Leopoldinense. Ao todo oito pessoas foram entrevistadas, mas ao final do período das convenções partidárias apenas seis foram confirmadas por seus partidos ou coligações. A partir de então, mantendo o seu comportamento de imparcialidade e de democracia, o periódico voltou a reproduzir as respostas às perguntas feitas a todos já na condição de candidatos, mas obedecendo aos temas focalizados nas entrevistas, um de cada vez, com os concorrentes seqüenciados em ordem alfabética.
 
Como foi deixado bastante claro nas entrevistas o foco foi debater os problemas do município e apontar soluções para os mesmos a partir de questionamentos enviados diariamente ao Jornal Leopoldinense pelos leitores, por e-mail’s e redes sociais, via facebook principalmente.
 
Assim, o Jornal Leopoldinense acreditou estar verdadeiramente contribuindo para o debate democrático, com a convicção de que não bastava se candidatar e pedir votos, sendo preciso mostrar ideias, apontar soluções e sustentar suas opiniões perante o eleitorado. Nós oferecemos aos candidatos uma boa chance para falar diretamente com o eleitor e conseguir os votos necessários para vencer o pleito.
 
As perguntas foram iguais para todos como também foi igual o espaço oferecido para as respostas ocupando uma página inteira na versão impressa do periódico com sua reprodução na versão online.
 
Agora, que já conhecemos o vencedor da disputa, Pedro Augusto Junqueira Ferraz, republicamos as respostas que ele ofereceu ao eleitorado com a esperança de que não tenham sido palavras soltas ao vento e sim como lembrete para que ele e sua equipe as usem como um roteiro a ser seguido durante os próximos quatro anos de Governo. Confira as perguntas e respostas publicadas no Jornal Leopoldinense:
 
A trajetória pessoal de Pedro Augusto Junqueira Ferraz
 
Com vasta experiência em gestão pública, Pedro Augusto vem construindo um projeto político com visibilidade para um viés econômico que possa colocar a cidade no caminho do desenvolvimento. Criado em Leopoldina desde que nasceu, em 1950, Pedro Augusto tem raízes profundas na cidade. Após sucesso profissional, escolheu Leopoldina para curtir a aposentadoria e continuar com seus projetos, como a administração de suas fazendas. Administrador formado pela Fumec, sua trajetória profissional iniciou-se nos anos 70, quando foi trabalhar na Secretaria de Indústria e Comércio de Minas Gerais, ocupando os cargos de chefe da Assessoria de Planejamento e Controle e de Gabinete. A partir de 1978, ao ingressar no BDMG, contribuiu efetivamente com o desenvolvimento de Minas em diversos cargos nas áreas administrativa, marketing, planejamento, operacional e financeira – inclusive, é um dos fundadores do BDMG Cultural. Também foi Superintendente no Bemge, diretor-superintendente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais e membro do Conselho de Administração da Itambé. Foi ainda Presidente da Coopleste, promotora da Exposição de Leopoldina. É casado com Márcia Ananias, com quem tem dois filhos – os advogados Carolina e Bernardo - e quatro netos.
                           
JL - Fale um pouco sobre sua experiência como gestor público.
Pedro Augusto – Praticamente durante toda a minha vida profissional atuei na gestão pública, com destaque para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, o BDMG, onde trabalhei por quase 30 anos. Minha trajetória começou em 1970, quando fui para a Secretaria de Indústria e Comércio de Minas Gerais. Em 1978, já no BDMG, tive a oportunidade de criar modelos de planejamento e gestão que contribuíram para o desenvolvimento do estado e seus municípios. Ainda no BDMG, pude ser um dos fundadores do BDMG Cultural, que era uma área voltada para o incentivo e potencialização da cultura. Essa vertente ainda era pouco conhecida no país e fomos os pioneiros em projetos desta categoria no Brasil. Fui alçado ao cargo de Superintendente do Cred Real e do Bemge e tive a oportunidade de participar de uma das maiores transações financeiras de Minas, com a privatização dos dois bancos estaduais mineiros. A área rural também sempre foi minha paixão. Por isso, mesmo trabalhando no BDMG, me dediquei aos projetos rurais nas minhas quatro fazendas e obtive sucesso em todos eles. Hoje sou produtor de leite e de gado de corte e invisto no plantio de diversas culturas, como eucalipto, café e milho, entre outros. Além de produtor e agropecuarista, exerci a presidência da Cooperativa Agropecuária Região Leste de Minas Gerais (Coopleste), promotora da Exposição de Leopoldina, que é uma das maiores e mais bonitas exposições da Zona da Mata mineira, tanto em volume de negócios quanto em atrações. Em todas as experiências profissionais que tive, procurei manter um diálogo franco e aberto. Sempre trabalhávamos no BDMG com uma equipe multidisciplinar, composta por economista, administrador de empresas, engenheiro, contador, advogado e um especialista na área ambiental. Todos os projetos eram analisados de forma muito técnica e com visões as mais diversas possíveis. Isso nos dava sempre uma condição muito boa de análise e foi muito rico na minha formação. Assim eu faço ao longo da minha vida: ouvir as pessoas que pensam diferente, analisar essas ideias e, a partir daí, tirar conclusões. Ouvir as pessoas que têm pensamentos diferentes que os nossos nos faz errar menos. Com isso, aprendi a ter uma visão macro da situação. Temos que pensar grande e apresentar resultados em tudo que fazemos. É necessário fazermos um diagnóstico, analisar o potencial e transformarmos esse potencial em produtos e serviços. À medida que isso acontece, os resultados começam a surgir, principalmente as oportunidades de emprego e renda para as pessoas e o desenvolvimento local.
 
JL - Por que e para que o senhor foi candidato a prefeito de Leopoldina?
Pedro Augusto – Sempre fui gestor público, mas nunca fui político. Penso que a política só vale a pena quando tem como objetivo melhorar as condições de vida das pessoas, principalmente das mais necessitadas. Só se consegue melhorar a condição de vida dos mais necessitados gerando emprego e oferecendo oportunidades. Hoje, moramos em uma cidade que se encontra estagnada há mais de 30 anos, com um modelo político municipal exaurido, o qual não pode mais continuar. Precisamos de mudança, de nova mentalidade e de nova visão. Assim sendo, vejo que devemos caminhar para um viés econômico, com o objetivo de gerar emprego e renda. Leopoldina é uma cidade alegre e agradável, contudo, nossos filhos têm que se mudar para cidades maiores ou capitais porque aqui não tem emprego e possibilidade de crescimento financeiro e econômico. Temos que mudar esse quadro urgentemente. Com a minha experiência e grandes oportunidades que tive na vida, tenho muito a contribuir com esta comunidade. E é o que pretendo fazer. Como já mencionado, sou aposentado, e minha aposentadoria e meus negócios são mais do que suficientes para minha sobrevivência, portanto, não preciso de salário da Prefeitura. Quero, juntamente com um grupo de pessoas, fazer algo pela cidade. Com muito trabalho, ética, planejamento, transparência e de forma responsável, queremos fazer com que Leopoldina “trilhe” a estrada do desenvolvimento.
 
 
JL – Quais os problemas que ainda temos no setor de Saúde e o que pretende fazer para melhorar a situação? O que o senhor tem planejado para a Casa de Caridade Leopoldinense?
Pedro Augusto – A Saúde de Leopoldina precisa ser totalmente revista. Todos os atendimentos médicos deságuam no Pronto-Socorro. Para isso, é necessário que este Pronto-Socorro seja de alto nível, que funcione de maneira efetiva, com a oferta de exames básicos, para que uma pessoa seja atendida de forma ampla. É fundamental que a Prefeitura tenha uma visão diferente de gestão de saúde. É salutar se firmar parcerias com o hospital ou mesmo parcerias público-privadas. Fato é que temos que investir no nosso Pronto-Socorro, dotando a cidade de um Pronto-Socorro de alto nível que venha a atender a população de forma eficiente e digna. Isso sem deixando de lado, evidentemente, de atender, ou mesmo aprimorar, todos os outros programas de saúde já existentes. Já a Casa de Caridade Leopoldinense, como a maioria das santas casas do Brasil, são hospitais que vivem de uma carência muito grande de recursos. O poder público deve ser aliado destas santas casas, atuando como uma ponte entre elas e as instituições estaduais e federais, assim como ter uma vontade política forte de investimento nestas instituições.
 
JL – Quais políticas de emprego e renda pretende implantar no município para alavancar a economia local? O senhor tem alguma proposta para atrair novas empresas para a cidade? 
Pedro Augusto – Esta é uma área que entendo muito bem. Trabalhei neste segmento toda a minha vida. No governo estadual tive a oportunidade de participar de vários programas de atração de empresas e investimentos para Minas Gerais, e pretendo fazer com que essa minha experiência seja colocada em prática em Leopoldina. No primeiro momento, temos que nos reunir com todos os empreendedores locais, mostrar para eles e incentivá-los a ampliar seus negócios e ajudá-los a buscar recursos nas instituições financeiras estaduais e federais, para que tenham condições, em termos de prazos, taxas e custo, de ampliar suas atividades.  Isso é em uma primeira etapa. Em uma segunda fase, o projeto é “vender” a cidade. O prefeito tem que mostrar para outras regiões que Leopoldina é uma cidade boa de se viver e de se investir, e, assim sendo, de atrair médios empreendimentos para juntos construirmos uma cidade moderna e que gere emprego e renda para nossa gente.
 
JL - Como ajudar o pequeno agricultor e que propostas o senhor tem para o homem do campo?
Pedro Augusto – Sou apaixonado pela área rural. Mesmo quando trabalhava no BDMG, sempre desenvolvi minhas atividades rurais e obtive, graças a Deus, sucesso em todas elas. Depois de Juiz de Fora, somos o maior município em área territorial da Zona da Mata mineira. Hoje a área rural está abandonada, com estradas em péssimas condições. Por incrível que se possa parecer, nossas pontes rurais continuam sendo construídas de madeira, material que, nestas condições, tem uma duração muito curta. A má conservação de estradas e a maneira errada de construção de pontes mostram o quanto a nossa área rural está esquecida. Precisamos quebrar paradigmas e rever toda a política de atenção ao homem do campo. Como nosso município ainda tem nesta área o seu maior sustentáculo, considero que a área rural é fundamental. Por isso, o meu projeto é fazer uma verdadeira revolução de apoio e incentivo ao produtor rural. É necessária a implantação de novas culturas no município, principalmente a fruticultura, e incentivar a pecuária de leite e de corte. Temos também que ajudar o pequeno produtor e a agricultura familiar, a fim de desenvolver a produção de hortaliças e alimentos na nossa região. Temos que desenvolver também projetos para avicultura – inclusive, temos em Leopoldina uma granja produtora de ovos que é a maior produtora de ovos da Zona da Mata mineira, mostrando de forma clara que esses projetos são viáveis e possíveis de serem implantados. Eu tenho terra no sangue, e se eu vier a ser prefeito da minha terra, a área rural será assistida como merece: de maneira digna e correta.       
 
JL – O que o senhor pretende fazer com os lixões a céu aberto em alguns pontos da cidade, os chamados ‘Bota-fora’? O senhor pretende melhorar a coleta de lixo na cidade?
Pedro Augusto – Nossa cidade está muito atrasada no que se refere à limpeza urbana e à coleta de lixo. A reciclagem, por exemplo, tem que ser trabalhada em seu sentido amplo. Reciclar não é só separar o que é papel e o que é metal. A reciclagem pode nos ajudar muito. Tive a oportunidade de ver nos Estados Unidos e depois em Campinas a reciclagem de material de construção. É algo fantástico. Ao invés de ser jogado nos lixões, todo o resto da construção civil deve ser moído em um grande triturador, e o produto dessa trituração pode ser usado como saibro para conservação de estradas rurais. Devido à importância da destinação correta do lixo para a saúde pública, o projeto é ampliar a coleta de lixo na cidade e fazer o aproveitamento do resíduo da construção civil na manutenção de nossas estradas rurais.    
 
JL - O que será feito para resolver o problema do esgoto que está poluindo nossos córregos?
Pedro Augusto – O esgoto em nossa cidade corre a céu aberto. É uma vergonha! Nossa cidade precisa ter esgoto tratado. Somos uma cidade de 50 mil habitantes que não tem tratamento de esgoto. Um dos grandes problemas brasileiros de saneamento básico e até mesmo de saúde pública é a falta de esgoto tratado. Isso é um crime e faz com que aumente o número de doenças.  Tratar o esgoto deve ser prioridade das gestões municipais.
 
JL - Quais os planos para mudar a atual situação das estradas que ligam Leopoldina a Providência e da estrada que liga Leopoldina a Abaiba?
Pedro Augusto – Tenho uma propriedade rural em Abaíba e, com isso, tenho oportunidade de conversar com diversos produtores rurais. A grande reclamação deles é quanto às estradas, que estão em péssimas condições de tráfego. Estive recentemente em Providência e fiquei horrorizado ao ver as condições precárias daquelas estradas e o quanto os moradores sofrem para ir e vir. Temos que fazer com que essas estradas sejam bem cuidadas e transitáveis. Nossas ideias para resolver esta questão são possíveis de serem executadas e cabem no orçamento. Com planejamento, responsabilidade e determinação, é possível melhorar substancialmente a condição das nossas estradas e proporcionar mais qualidade de locomoção ao homem do campo.
 
JL - Qual a opinião do senhor sobre a implantação do estacionamento rotativo no centro da cidade?
Pedro Augusto – Sou totalmente a favor da implantação do sistema rotativo, e vou um pouco além. Leopoldina é uma cidade desprovida de qualquer planejamento, seja ele de trânsito ou de sinalização. Uma pessoa de fora da cidade, por exemplo, tem dificuldades de estacionar em nosso município. Não há placas indicativas de localização de bairros, nem mesmo de local onde os prédios da prefeitura e do Fórum estão situados. Precisamos cuidar da cidade também neste sentido, para que as pessoas possam ter o mínimo de informações a respeito daqui.
 
JL - Que providências serão tomadas para resolver o grande número de cães abandonados pela cidade?
 
Pedro Augusto – Esse é um tema muito importante e atual, que tem que ser tratado com todo carinho. É necessário criar em nossa cidade um grande canil e que o mesmo seja administrado de forma técnica e competente. É necessário apoiar e ter um diálogo bem estreito com as pessoas da causa animal, para se discutir e planejar ações adequadas no cuidado e proteção dos animais de rua. Para isso, pensamos em firmar parceria com a Universidade Federal de Viçosa, a qual tem modelos de gestão voltadas aos animais de pequeno porte, principalmente os que estão abandonados nas ruas.
 
JL - Por que importantes espaços de lazer e turismo estão abandonados, como por exemplo, o Horto Florestal?
Pedro Augusto – Nossos espaços de lazer, como o Horto Florestal e o Morro do Cruzeiro, por exemplo, estão totalmente abandonados. Temos uma cidade que não se preocupa em manter de maneira adequada as praças e espaços públicos destinados ao turismo. Entendemos que a gestão também deve se preocupar com o aspecto paisagístico e de lazer da cidade. Os leopoldinenses merecem uma cidade florida, com jardins bem cuidados. Faz parte de nosso projeto fazer de Leopoldina uma cidade bonita, assim como já fizemos na Exposição Agropecuária, em que levamos para o evento um projeto paisagístico com flores e plantas. O sucesso foi extraordinário. 
 
JL –Está nos planos do senhor colocar em prática a Lei Municipal Vitalino Duarte de Incentivo?
Pedro Augusto – Conheci o Vitalino Duarte e considero essa lei muito importante. Como um dos fundadores do BDMG Cultural, considero a cultura como uma área fundamental, por isso precisa e merece receber apoio de forma intensa. Mas não é somente esta lei ou o nosso tradicional e belíssimo Conservatório de Música que têm que receber incentivo. Temos que apoiar tudo que é ligado à cultura, ao lazer e ao esporte de forma ampla. Somos uma cidade musical, alegre e que tem raízes culturais que precisam ser recuperadas. Nossa cidade possui um grandioso evento, que é o Festival de Piacatuba, lançado pela Energisa e à qual eu faço um aplauso pela iniciativa. Este evento é um sucesso extraordinário para a nossa cidade e região. Temos que levar esse sucesso para outros setores. Enfim, temos que fazer de Leopoldina uma cidade festeira e alegre, incentivar o carnaval, as exposições e a prática de diversas modalidades esportivas.
 
JL - Por que algumas praças em bairros estão abandonadas? Por que as calçadas e passeios das ruas da cidade não são cuidados? A prefeitura poderia fiscalizar essa parte?
Pedro Augusto – Sabemos que os recursos são escassos e que as prefeituras estão passando por um momento difícil, ainda mais com esta pandemia. Mas, independente do cenário, temos que ter planejamento adequado para corrigir esses problemas. É obrigação da Prefeitura cuidar das praças, passeios públicos e ruas. Temos que zelar pela limpeza urbana e pela manutenção destes espaços públicos, para que Leopoldina seja uma cidade limpa, bonita e bem organizada.
 
JL - O senhor acha que a cidade de Leopoldina atualmente está carente de políticas públicas voltadas para a juventude e consequentemente para a inclusão social?
Pedro Augusto – Nosso futebol, programas de basquete e de vôlei e nossas manifestações culturais estão totalmente abandonados. Acredito na inclusão social pela prática esportiva. Considero que o esporte é fundamental para que o jovem tenha opções de lazer e diversas oportunidades proporcionadas pelo esporte. Pretendemos criar um Campeonato Municipal de Futebol e incentivar outras modalidades, como basquete, vôlei, natação, futebol de mesa, ciclismo e o xadrez. Para quem gosta de contato mais próximo à natureza, nossa intenção é criar rotas para caminhadas. Já para quem é amante de aventuras mais radicais, nosso projeto é trazer para a cidade a prática de voo livre. Temos em Leopoldina uma pedra fundamental e todas as condições de inscrever o município no Circuito Estadual de Voo Livre.
 
JL - Quais os problemas que ainda temos no setor de Educação e o que o senhor pretende fazer para melhorar a situação?
Pedro Augusto – O que temos de mais importante no Brasil são os brasileirinhos. Nada é mais importante do que eles. Mas nossos brasileirinhos estão abandonados de uma maneira geral em nosso país, tanto que os níveis que medem a educação brasileira são baixíssimos. Nós em Leopoldina temos problemas sérios nesta área. Precisamos investir na educação desde a base e rever toda a sistemática educacional, procurando dar às crianças e jovens melhores condições de ensino e aprendizagem. Ao mesmo tempo, precisamos também valorizar de forma significativa todo o setor de educação, uma área que deve ser a prioridade número um de qualquer governante. É necessário termos escolas bem administradas e com boa infraestrutura, com professores capacitados e valorizados. Como os professores estão na linha de frente, é importante ter um diálogo constante com eles e com demais profissionais ligados à educação, para que nos orientem tecnicamente a fim de que possamos oferecer um ensino de qualidade. Países desenvolvidos se tornaram desenvolvidos porque investiram maciçamente na educação.
 
JL - O senhor já tem nomes em mente ou pelo menos uma ideia ou perfil de quem o senhor gostaria de ter em sua equipe de governo, caso eleito?
Pedro Augusto - Penso que esses cargos devem ser ocupados por aqueles que tenham perfil técnico. Penso que a equipe de governo tem de ser uma equipe técnica, competente e boa de serviço, ou seja, profissionais em quem eu possa confiar, delegar e, consequentemente, cobrar resultados. Também é necessário reduzir substancialmente o número de secretarias e fundir algumas pastas. As pessoas de Leopoldina querem e merecem resultados.
 
JL – Qual será a participação do vice-prefeito em seu governo?
Pedro Augusto – Sempre costumo dizer que não existe floresta de uma árvore só. Partindo deste princípio, considero que o vice-prefeito deve participar da gestão e de decisões de forma harmônica. Pode até termos, em determinados momentos, pensamentos diferentes, mas devemos discutir assuntos da cidade de maneira civilizada, franca, transparente e honesta. A intenção é fazer isso com o vice e vereadores. Sejam eles da situação ou da oposição, temos a obrigação de debatermos, de maneira franca, republicana e objetiva, todos os assuntos relativos à cidade, e aquilo que for bom para a cidade tem que ser consenso de todos. Trabalhando desta forma, vamos diminuir as arestas e promover a recuperação do município com mais rapidez.
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