06/04/2021 às 16h14min - Atualizada em 06/04/2021 às 16h14min

Obras do novo Pronto Socorro iniciadas há quase 8 anos continuam paralisadas

Em 07 de junho de 2013, R$2,5 milhões foram prometidos para construir novo Pronto Socorro Municipal e ampliação do CTI junto à Casa de Caridade Leopoldinense.

Luiz Otávio Meneghite
A foto mostra o grande esqueleto da obra paralisada na CCL(Foto de João Gabriel B. Meneghite)
Se há uma coisa da qual me arrependo amargamente é a de ter contribuído com o meu voto para eleger o atual governador de Minas Gerais. Confesso que não gosto de partidos políticos de uma maneira geral e sempre votei em pessoas. Para mim, Romeu Zema representava alguma coisa nova, diferente do discurso político tradicional.

Em certa ocasião, ao criticar seus antecessores ele chegou a afirmar que se tivesse a caneta na mão mudaria muita coisa por ele consideradas erradas, entre as quais a disputa entre os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais com impostos mais baixos nos dois primeiros em comparação com os cobrados em Minas, dando a entender que bastaria o uso da caneta.

No comando do Governo de Minas, ao que parece, passou a enxergar as coisas de forma diferente. O fechamento do Centro de Distribuição da Zema em Leopoldina, foi uma ação do empresário com a desculpa da disputa desigual dos impostos. Hoje, com a caneta na mão, ele não agiu para mudar a situação que julgou estar errada e o CD deixou na ocasião do seu fechamento cerca de 100 pessoas desempregadas, o que, num município de 53 mil habitantes, é um número bastante significativo, levando em conta que cada emprego significa uma família pelo menos.

E as obras da Casa de Caridade Leopoldinense, Governador?

O Jornal Leopoldinense já publicou em outras oportunidades matérias sobre as obras iniciadas e paralisadas de ampliação do CTI e da construção do novo Pronto Socorro Municipal que funciona junto à Casa de Caridade Leopoldinense. A oportunidade de fazer novas cobranças às autoridades superiores foi ampliada com a Pandemia da COVID 19, o novo coronavírus. Infelizmente, ainda que a obra tenha sido iniciada, com alicerces e colunas prontas, ela está há muitos anos paralisada e pode se transformar num elefante branco. Torçamos para que não. O espaço para manifestações das autoridades está aberto.

As autoridades municipais, dos Poderes Executivo e Legislativo e os parlamentares estaduais e federais aqui votados, têm a obrigação de apertar o Governador Romeu Zema para liberar os recursos necessários para a conclusão daquelas construções, que como mostram a foto de João Gabriel Baia Meneghite, avançaram muito formando um grande esqueleto de colunas e vigas.

Pelo menos, o Governador Romeu Zema deveria dar notícias do que ele pretende fazer para retribuir os 11.834 votos que obteve no primeiro turno em Leopoldina, o equivalente a 46,93% dos votos válidos, e os 18.404 votos recebeu no segundo turno, o equivalente a 75,39% dos votos válidos em nosso município. São números que representam a confiança e a esperança dos eleitores leopoldinenses dedicaram ao Governador Romeu Zema.

Já no terceiro ano de seu mandado, que vai até 2022, e vencidas as dificuldades encontradas por ele ao assumir o Governo de Minas, está mais do que na hora dos eleitores, através das autoridades municipais constituídas através do voto popular, cobrarem dele uma grande dívida contraída com o município de Leopoldina pelos milhares de votos aqui recebidos. Não adianta querer culpar os governos que o antecederam pelas obras paralisadas em Leopoldina. Afinal, ele foi eleito para solucionar os problemas do Estado de Minas Gerais junto aos Municípios. Afinal, a caneta agora  está na sua mão, Governador.

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Fonte>Arquivo do Jornal Leopoldinense e foto de João Gabriel Baia Meneghite
 

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