08/10/2014 às 07h42min - Atualizada em 08/10/2014 às 07h42min

Governador eleito quer criar 77 Centros de Especialidades e 9 hospitais regionais

Área será uma das prioridades do governador Fernando Pimentel. Recursos já estão previstos na Constituição Federal

Área será uma das prioridades de Pimentel e recursos já estão previstos na Constituição Federal.

Aliar iniciativas básicas, como cumprir a Constituição Federal e concluir as obras dos nove hospitais regionais que estão sendo aguardadas há 12 anos, a ações inovadoras, como construção de 77 centros de especialidade médica no estado.

Em síntese, essas são as principais propostas do governador eleito pela coligação Minas Pra Você, Fernando Pimentel (PT), para melhorar a qualidade dos serviços de saúde no estado. O ponto básico, segundo Pimentel, é cumprir o que diz a Constituição Federal: destinar 12% da arrecadação estadual para a saúde, o que não ocorre em Minas hoje.

“Se cumprirmos o que a lei determina, teremos R$ 750 milhões anuais a mais para investir na saúde”, disse Pimentel. “Mas o atual governo tucano não conseguiu sequer cumprir a Constituição”, diz. Segundo dados da Assembleia Legislativa, o estado deixou de investir R$ 7,6 bilhões no setor nos últimos 10 anos por não cumprir a legislação.

Os recursos serão fundamentais para a implementação dos outros dois pilares do programa de governo de Pimentel: a conclusão das obras dos nove hospitais regionais e a construção de centros de especialidades médicas (CEM) nas 77 microrregiões de saúde do estado.

“Ambulancioterapia”

Neste ponto, o candidato ressalta a importância dos CEMs. Os centros serão unidades capacitadas a realizar procedimentos médicos, como exames especializados e consultas, que hoje são quase todos feitos apenas em Belo Horizonte.

Isso significa que, muitas vezes, o paciente é obrigado a se deslocar de sua cidade e viajar 400 km ou 500 km para realizar uma simples consulta ou exame na capital mineira para depois retornar à sua casa – procedimento que Pimentel chama de “ambulancioterapia”.

“Hoje, na maioria das cidades mineiras, o paciente tem de se deslocar para um centro muito distante, percorrendo em alguns casos até 500 km de distância numa ambulância, sofrendo e correndo riscos. Isso tem de acabar. Vamos colocar centros especializados de atendimento nas regiões para que nenhum paciente esteja distante mais do que 80 km do atendimento necessário”, assegura.

Segundo o futuro governador, os 77 centros funcionarão seguindo o modelo do CEM de Belo Horizonte. O CEM da capital foi construído e inaugurado quando Pimentel era prefeito de BH, em 2007. Opera em parceria com a Santa de Misericórdia e funciona com atendimento 100% voltado a pacientes do SUS.

“É um centro onde você tem as consultas especializadas e os exames necessários para complementar à atenção básica. Neles, teremos consultas e exames de 15 especialidades diferentes que vão cobrir toda a demanda de Minas Gerais”, explica Pimentel.

Desta forma, os pacientes não precisarão mais se deslocar de suas cidades à capital ou para cidades-polo distantes, desafogando os hospitais.

Entidades filantrópicas

Outro ponto importante no programa de saúde de Pimentel é firmar convênios entre o estado com santas casas e hospitais filantrópicos. A ideia é recuperar e fortalecer essas unidades, para que possam oferecer serviços de qualidade à população.

“Fortalecidas e bem gerenciadas, as santas casas e as unidades filantrópicas podem ajudar bastante no atendimento à população”, disse Pimentel. Como prefeito de Belo Horizonte, Pimentel foi o responsável pela recuperação financeira da Santa Casa da cidade.

Ainda dentre as ações previstas para a saúde, estão a criação do Fundo Estadual de Saúde, o fortalecimento do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS-MG) e articulação com programas federais, como Rede de Atenção à Saúde e Atenção Básica, Programa Saúde da Família (PSF), Rede Cegonha e Mais Médicos.

Pimentel garante que o estado assumirá a gestão do SUS em Minas Gerais e manterá uma relação de diálogo com os trabalhadores do setor, com gestão participativa na Secretaria de Estado da Saúde e órgãos como Fundação Ezequiel Dias (Funed), Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Fundação Hemominas e Escola de Saúde Pública.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa do PT-MG


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