09/10/2014 às 14h33min - Atualizada em 09/10/2014 às 14h33min

PT, PP e PMDB recebiam verba desviada de obras da Petrobras, diz Costa

Áudio de delação foi liberado. Segundo ex-diretor, esquema era adotado por outros governos

Jornal do Brasil

A Justiça liberou parte do áudio da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ao juiz Sérgio Mouro. As primeiras informações sobre as quatro horas de gravação dão conta de que Costa afirmou que 3% das verbas dos contratos eram desviados para o PT, o PP e o PMDB, e que as empreiteiras já colocavam um valor acima no orçamento justamente para suprir esta demanda. De acordo com o depoimento de Costa, as empreiteiras formavam um cartel, e escolhiam que obras iriam tocar. 

Segundo as declarações de Costa, as diretorias da área de abastecimento, de gás e energia e de serviços, ligadas ao PT, e a diretoria internacional, ligada ao PMDB, faziam parte do esquema. Dos 3% arrecadados, 1% era do partido. Sessenta porcento deste 1% iam para a legenda, 20% eram usados em despesas como notas e transporte, e 20% iam para Costa, o doleiro Alberto Yousseff e o ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010.

Ainda segundo Costa, o dinheiro era recebido em espécie na sua própria casa, em shoppings ou em seu escritório, e eram entregues por Yousseff ou Janene. O ex-diretor citou ainda o tesoureiro do PT João Vaccari e Fernando Soares, ligado ao PMDB, como articuladores do esquema.

Ainda segundo o ex-diretor, quando ele chegou à direção da estatal, foi informado que aquele era o esquema adotado. Inclusive, que as indicações políticas eram praticadas há muitos anos, nos governos Fernando Collor, Itamar Franco, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Lula.


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