09/10/2014 às 22h10min - Atualizada em 09/10/2014 às 22h10min

Hospital Universitário promove caminhada com diabéticos

O diagnóstico da doença é feito em centros de atenção primária através de exames de sangue.

A equipe multiprofissional, pacientes do ambulatório de diabetes do HU/UFJF e familiares realizam neste sábado, 11, no campus da UFJF, uma caminhada com o objetivo de destacar a importância da atividade física controle da glicemia. No evento, aberto a participação de outras pessoas, a equipe fará um monitoramento dos pacientes do HU/UFJF com pedômetro, um dispositivo similar a um relógio, ajustado nos pés, que permite a contagem do número de passos. A caminhada está prevista para começar às 8h30 com concentração na Praça Cívica da UFJF. Uma equipe da Polícia Militar, que  está começando um trabalho com policiais diabéticos, também participará da atividade.

Segundo o Educador Físico e Residente em Saúde do Adulto do HU/UFJF, Daniel Netto de Aquino, alguns estudos demonstram que uma única seção de exercício físico diminui a concentração sanguínea de glicose em até cinco horas. Aumentando ainda a sensibilidade à insulina em até 24 horas após a atividade. O diabético tipo II pode obter melhor controle glicêmico, caracterizado pela redução de cerca de 10% a 20% dos valores da hemoglobina glicada ao realizar exercício físico com regularidades. Evitando ainda complicações decorrentes como hipertensão arterial, problemas renais, neuropatias (perda de sensibilidade nas mãos e nos pés) e retinopatia (problemas visuais).

A Chefe do Serviço de Endocrinologia do HU/UFJF, Dra. Mônica Barros Costa ressalta ainda os benefícios da prática regular de exercícios físicos na pessoa com diabetes como o aumento da força e flexibilidade, aumento do gasto de energia, melhora do condicionamento cardiovascular, melhora a sensibilidade à insulina, melhora da sensação de bem estar e da qualidade de vida, entre outros.

Sintomas-Cerca de metade das pessoas que possuem diabetes não sabem da existência da doença, pois, em muitos casos, a doença é assintomática. O que dificulta a identificação precoce e impossibilita a intervenção mais efetiva quanto ao seu tratamento e à prevenção das complicações crônicas associadas. A Sociedade Brasileira de Diabetes (ABD) considera que valores acima de 126 mg em jejum são suspeitos de diabetes. Valores acima de 200 mg, em qualquer ocasião, confirmam o diagnóstico.

Segundo a Endocrinologista os sintomas incluem: urinar muito, sede excessiva e emagrecimento. “Outros sintomas também podem levar à suspeita de diabetes, embora sejam inespecíficos: dormências, cansaço nas pernas, boca seca, fome exagerada, tonteiras, dificuldade de cicatrização, dentre outros. Geralmente no diabetes tipo 1, mais comum em crianças e adultos jovens, a evolução dos sintomas é rápida” explica.

No diabetes tipo 2, mais comum após os 40 anos de idade, a doença pode ser assintomática. Além de fatores genéticos, o diabetes tipo 2 pode estar relacionado ao estilo de vida, principalmente com o sedentarismo e dieta inadequada. A Endocrinologista explica ainda que “as pessoas com pré-diabetes devem ser orientadas para perda de pelo menos 7% do peso corporal e aumento da atividade física, para pelo menos 150 minutos/semana, de atividade moderada como caminhada” diz.

Tratamento-Em todos os tipos de diabetes é fundamental a adesão a um plano alimentar adequado e a prática regular de exercícios físicos. No diabetes tipo 1, o uso de insulina é indispensável, desde o diagnóstico da doença. No diabetes tipo 2, no inicio da doença, habitualmente, usam-se medicamentos, por via oral e, após alguns anos de diagnóstico, torna-se necessário iniciar o uso de insulina.

O diabetes tipo 1 é autoimune e, até o momento não existem medidas efetivas para a prevenção. No caso do diabetes tipo 2, que depende muito do estilo de vida, algumas medidas podem ser tomadas para prevenir a doença. Numerosos estudos mostram que algumas intervenções em indivíduos de alto risco para desenvolverem diabetes, como os casos de pré-diabetes são eficazes em retardar a evolução da doença.

O diagnóstico da doença é feito em centros de atenção primária através de exames de sangue. A diabetes não tem cura, mas tem controle com o uso da medicação correta. O não controle da diabetes pode levar a pessoa a um processo de falência de órgãos importantes como rins, olhos, cérebro pois o excesso de glicose na circulação promove lesão de pequenos vasos sanguíneos que pode ocorrer em qualquer órgão do corpo.

Por Raphaella Lima – Bolsista de Comunicação Social
Supervisionado por Ascom/HU


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