17/05/2024 às 15h29min - Atualizada em 17/05/2024 às 15h29min

Comunidade acadêmica da UEMG de Leopoldina fará passeata no centro da cidade neste sábado

Foto Jardel Costa Pereira - Facebook
Neste sábado, dia 18 de maio, professores, estudantes e técnicos administrativos da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) Unidade Leopoldina farão uma passeata no centro da cidade. A concentração será na Praça do Ginásio, às 10 horas da manhã. Em seguida, a comunidade acadêmica passará pela rua Cotegipe rumo à Praça Félix Martins, onde permanecerá a partir de 11 horas.
 
Estão programadas uma série de atividades, como divulgação da pauta de reivindicações dos docentes, leitura de textos literários, música etc. Segundo a professora Dora Stephan, responsável pela comunicação das ações do movimento grevista, a ideia é chamar atenção para as reivindicações dos professores, as quais não se restringem à reposição salarial.
 
A professora salienta que a luta envolve também a melhoria das condições de trabalho, da qualidade do ensino e da melhoria da estrutura física das unidades da UEMG, presente em 16 municípios de Minas Gerais.
 
De acordo com Dora Stephan, a UEMG vem sendo sucateada pelo atual governo do estado. "Creio que a continuar esse sucateamento, chegaremos ao ponto de termos que parar por falta de condições de realizarmos nosso trabalho. Até o final deste ano, corre o risco de faltar insumos como papel ofício, material de limpeza e até papel higiênico", denuncia a professora.
 
"Já levamos café de casa, dividimos entre professores e funcionários o gás de cozinha, os estudantes não dispõem de um restaurante universitário e não temos ar condicionado em todas as salas, apesar do calor que faz em Leopoldina, agravado pelo aquecimento global. Agora só falta termos que levar papel higiênico de casa", completa a professora.
 
Outra questão levantada por Dora Stephan é com relação ao tratamento diferenciado dado às unidades da UEMG. "Aquelas maiores têm mais recursos que as menores. A nossa parece ser uma das mais desprestigiadas".
 
Os professores da UEMG estão em greve desde o dia 2 de maio. Em assembleia virtual, realizada ontem, dia 16 de maio, decidiu-se pela continuidade da paralisação, sem data prevista para terminar, pois não houve nenhum avanço nas negociações com o governo do estado.
 
Os docentes reivindicam:

- Abertura da mesa de negociação em caráter permanente.

- Forçar a negociação para implementação da Dedicação Exclusiva.

- Recomposição orçamentária e mais investimentos para as universidades estaduais.

- Aumento do valor da ajuda de custo

- Cronograma da realização de concursos e nomeações

- Reajuste Salarial já!!!


Dora Stephan ressalta que a ajuda de custo, além de estar defasada, é suspensa no período de férias, durante licença para tratamento de doenças e durante a licença maternidade. "Nós, professores da UEMG, não podemos adoecer e as mulheres nem devem engravidar", conclui a professora.
 
A próxima assembleia geral presencial dos docentes da UEMG está marcada para dia 24 de maio, em Passos. Um ônibus saindo de Carangola com destino à esta cidade, com paradas em Ubá e Barbacena, locais onde tem unidades da instituição será disponibilizado para professores, prioritariamente, e para alunos.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »