07/11/2014 às 08h54min - Atualizada em 07/11/2014 às 08h54min

Comissão de deputados solicita reintegração de agentes penitenciários demitidos

Governador teria garantido a interrupção das demissões. Somente em Leopoldina 15 agentes foram demitidos. Total no Estado chega a 600.

Governador teria garantido a interrupção das demissões.

Reintegrar os mais de 600 agentes penitenciários demitidos e confirmar a efetiva interrupção das ordens de demissão que estão em curso. É para negociar essas reivindicações que representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovaram, na reunião desta quinta-feira (6/11/14), requerimento endereçado ao governador do Estado, Alberto Pinto Coelho, a ser entregue pessoalmente em reunião entre os representantes do Parlamento e o chefe do Executivo.

A reunião foi acompanhada por representantes dos agentes penitenciários de diversas regiões do Estado. Eles expuseram a determinação da categoria em iniciar um movimento grevista caso as demissões já concluídas não sejam revogadas e o processo em curso seja imediatamente interrompido. Durante a reunião, o deputado Sargento Rodrigues (PDT) recebeu um telefonema do deputado João Leite (PSDB). Segundo ele, a informação transmitida era de que o presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro (PP), havia negociado com o governador e garantido a interrupção das demissões.

Entretanto, houve questionamentos a respeito dos agentes já demitidos, entre os quais haveria pessoas adoentadas e gestantes. Diante da dúvida sobre esses casos, os parlamentares decidiram solicitar ao governo, via requerimento, a revogação de todas as demissões já efetivadas com a reintegração dos profissionais às suas vagas. O requerimento é assinado pelos deputados Rogério Correia e Maria Tereza Lara (ambos do PT), Luzia Ferreira (PPS), Sargento Rodrigues (PDT) e Cabo Júlio (PMDB).

Os deputados também foram unânimes em afirmar que são contrários a demissões em massa, e que não se soluciona um problema, como o dos contratos sem concurso, criando-se outro. Segundo eles, o ideal é optar pelo concurso, contando o tempo de serviço como uma das formas de pontuação, para ir fazendo paulatinamente as substituições sem causar danos aos trabalhadores e aos serviços prestados.

Leia a matéria na íntegra no Portal da ALMG.

Fonte: Assessoria de Imprensa da ALMG


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