26/11/2014 às 10h11min - Atualizada em 26/11/2014 às 10h11min

Maioria dos jogadores de futebol é boia-fria, diz atleta

Ruy Cabeção, que atuou em grandes clubes e hoje joga na 4ª divisão do Campeonato Brasileiro, expõe mazelas do futebol.

Ruy Bueno, conhecido como Ruy Cabeção.

"Eu represento este triste momento do futebol brasileiro”. Assim o jogador Ruy Bueno, conhecido como Ruy Cabeção, definiu o estágio de desorganização, descrédito e gestão ineficiente do esporte favorito dos brasileiros. Ele participou do painel "Gestão e Governança", dentro do Ciclo de Debates Muda Futebol Brasileiro - Desafios de uma Renovação, na tarde de segunda-feira,24/11. O evento, realizado no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi solicitado pelo deputado João Leite (PSDB), também ex-goleiro do Clube Atlético Mineiro. O painel "Gestão e Governança" foi coordenado pelo deputado Mário Henrique Caixa (PCdoB).

Ruy Bueno atualmente joga no Operário Futebol Clube, equipe da segunda divisão do campeonato do Mato Grosso e da Série D do Campeonato Brasileiro. Ele já atuou em grandes equipes do futebol nacional, como América, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense, e é membro do Bom Senso Futebol Clube, movimento de jogadores profissionais que busca melhorias na gestão desse esporte.

O jogador revelou que não imaginava que o futebol chegaria a esse momento crítico, e a experiência que teve nos últimos dois anos no Operário fez aumentar sua descrença. “O produto que é vendido para a população brasileira é mentiroso. Poucas pessoas sabem que a maior parte do que é tratado com os jogadores, principalmente das divisões inferiores, não é cumprido”, desabafou.

Segundo ele, de janeiro a maio de cada ano, cerca de 640 clubes disputam competições no País, principalmente os campeonatos estaduais. “Após esse período, apenas 186 clubes ficam em atividade, o que provoca o desemprego de 16 mil atletas”, afirmou.

Ele destacou que apenas 13% dos jogadores de futebol conseguem receber bons salários - os 87% restantes seriam “boias-frias”. Cabeção reclamou também que, nos últimos 24 meses trabalhados, só conseguiu receber nove, e para isso teve que recorrer à Justiça. “Hoje me considero um jogador amador. Só consigo me manter porque tenho minhas reservas. Se fosse só com futebol, não conseguiria manter meu padrão de vida”, lamentou.

Leia matéria na íntegra.

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Assessoria de Imprensa da ALMG


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