21/01/2015 às 08h46min - Atualizada em 21/01/2015 às 08h46min

"Base flutuante" pode dar maioria a Pimentel na ALMG

Patrícia Scofield
Hoje em Dia
A base do governador Fernando Pimentel (PT) na Assembleia Legislativa conta com o “inchaço” no bloco independente para ampliar o número de aliados. Pelas contas das lideranças do PT e do PMDB, dos 77 parlamentares, o governador terá 33 deputados governistas e 22 independentes, mas que votarão com o Executivo dependendo do projeto de lei, em uma espécie de “base flutuante”.

A oposição, por sua vez, trabalha pelo apoio de 31 a 35 parlamentares. Em troca de apoio, os aliados do governador estão negociando as presidências nas comissões permanentes da ALMG e até mesmo cargos do segundo escalão. Até meados da semana que vem, as conversas se darão diariamente.

Tanto o grupo do PT quanto o do PSDB não abrem mão de disputar as quatro principais comissões permanentes: Constituição e Justiça; Administração Pública; Fiscalização Financeira e Orçamentária, além de Redação Final.

“Para nós, é ótimo ter um grupo independente inchado. Ter conosco quem era governo mas está agora aderindo a um novo projeto ou quem é governo no plano federal e não era base ainda em Minas. Não há necessidade de dois blocos na Casa. Se o segundo bloco votar com o Estado, não importa que nome vai ter. Quem estiver conosco vai participar”, afirmou o deputado Cabo Júlio (PMDB).

“Sou o segundo deputado mais antigo da ALMG. E sempre vi que o bloco independente foi base de governo. Poderemos ter uma situação inédita este ano, mas o que sempre ocorreu foi termos dois blocos de apoio ao Estado e um de oposição”, disse o líder de governo, Durval Ângelo (PT). “Com o PSD e com o PV nós já conversamos. Vamos estender o diálogo nos próximos dias”, acrescenta. Nessa semana, Durval irá procurar o PDT e o PTB.

Até o momento, as lideranças de governo e de oposição divergem em relação ao posicionamento de partidos como o PR, PTdoB, PHS, PEN, PTC, por exemplo. Essas siglas não são consideradas pelo PT como independentes mas também não teriam selado apoio tal qual se espera de uma base de governo. Para os petistas, o bloco independente contemplaria, até hoje, PPS, PV, PSB, PSD, PSC e PTN. Apenas DEM e PSDB seriam confirmados como oposição.

Já para a oposição, PTN, PTB, PP e PPS, além de PSDB e DEM, contemplam um grupo de cerca de 30 parlamentares, suficiente para impedir a formação de uma “base flutuante” no Legislativo. PSD e PDT estariam, também segundo oposicionistas a Pimentel, em situação indefinida apesar de manterem diálogo com os dois lados.

O PR, por sua vez, aponta o PTB, o PSB, PV, PDT e PTB como bloco independente. Lideranças do PV, como Agostinho Patrus Filho e Tiago Ulisses, que comandam os independentes, não se manifestaram até o fechamento desta edição.

 


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