27/01/2015 às 10h41min - Atualizada em 27/01/2015 às 10h41min

Fiscais da Prefeitura atuarão contra o desperdício de água em Ubá

A maior fiscalização será feita pela população. O momento é de solidariedade.

O Prefeito orientou a equipe de fiscalização do município para atuar junto à população.

Em reunião realizada na Prefeitura de Ubá no dia 26 de Janeiro, o Prefeito Vadinho Baião orientou a equipe de fiscalização do município para atuar junto à população ubaense nesse momento crítico em que está em vigência o Decreto Municipal Nº 5651 que estabelece Situação de Emergência no Município de Ubá em razão da estiagem que assola a região gerando a falta de abastecimento de água potável pela concessionária COPASA.

O artigo 6º do decreto estabelece que durante o período de vigência da “Situação de Emergência” ficam proibidas as lavações de calçadas, frente de imóveis ou vias públicas com água tratada mediante uso de mangueiras ou similares, e também as lavações de veículos, máquinas e similares com água tratada mediante uso de mangueiras e similares, a utilização de água tratada para lavagem de quintais, áreas externas às residências mediante uso de mangueiras ou similares, o abastecimento de piscinas e similares com água tratada além de outras situações que não se adéqüem ao uso racional da água para consumo humano que possam caracterizar desperdício. Os cidadãos ubaenses podem utilizar o telefone 3301.6122, do Setor de Fiscalização, para comunicar as ocorrências de desperdício de água designados pelo decreto e também, o canal “Fale com a Prefeitura” no site www.uba.mg.gov.br.

Falando para a equipe de fiscalização, o Prefeito Vadinho afirmou: “como é do conhecimento de todos, os casos de abastecimento de água são de responsabilidade da COPASA, mas as pessoas cobram: Prefeito, você não vai arrumar água? Esse não é um momento de radicalizarmos ações contra a COPASA porque nos muitos locais onde a população não tem água, a Prefeitura e a COPASA têm que estar unidas. Esse decreto que nós assinamos vai nos ajudar em dois caminhos. Vai ajudar à COPASA, que numa situação de emergência facilita o trâmite para a contratação de caminhões pipa e as perfurações de poços artesianos dispensando as licitações por causa da situação de emergência que levou ao decreto. O outro ponto que eu acho muito importante, se nós não temos claramente no nosso código de postura, terá um efeito pedagógico sobre as pessoas que estavam lavando carro na rua enquanto o vizinho reclama, Agora nós temos um instrumento a mais que é um Decreto, que está proibindo isto. A  maior fiscalização será exercida pela própria população, que vai fazer uma pressão muito grande contra aquelas pessoas que são minoria, que desobedecem, descumprem ou desconhecem a situação de emergência e não têm o comportamento de solidariedade.  A minoria que não respeitar o decreto deverá ficar menor ainda e eu espero que tenhamos poucos casos isolados em que a gente vai ter que chegar lá e agir. Vocês que têm a experiência de fiscalização maior que a minha, sabem como chegar, sabem como vão ser recebidos e que atitude tomar. Se tiver que mostrar a força, mostrar que nós estamos agindo, vamos ter que fazer isto. Eu espero que isto não aconteça, e espero não utilizar a estrutura que temos.

A maior fiscalização será feita pela população. O momento é de solidariedade.

Eu não gostaria de aplicar nem uma multa. O importante agora é não ter desperdício e não, receber dinheiro para os cofres públicos. O sentido desse decreto é esse, de passar para a população a necessidade de evitar o desperdício e que possa exercer uma fiscalização. Nós estamos reunidos aqui traçando um plano de atuação mas já tem gente levando pressão dos vizinhos porque agora tem um decreto e um instrumento legal em que se basear. Portanto eu penso que a situação do desperdício e do abuso, vai reduzir em muito. Sabemos que não é isto somente que vai resolver o problema da água e sim, um conjunto de ações, de curto, médio e longo prazos. Dentro desse contexto, a Prefeitura conta muito com todos vocês da fiscalização, que têm habilidade na atuação. A Prefeitura não está fazendo isto para aumentar a arrecadação. O que nós queremos com a atuação da fiscalização, é que as pessoas não desperdicem água. É muito importante chegar, explicar e conversar, porque é o momento é de solidariedade. Não podemos ter egoísmo, mas para aqueles que insistirem, aí nós temos que agir  porque a força do decreto é de lei e tem que ser cumprida. Espero que em breve possamos desativar o decreto e isto somente será feito a partir do momento em que tivermos mais chuvas. O momento que nós estamos passando é de solidariedade e eu penso que conversar sobre esse momento resolve muito mais do que uma multa pesada. É dentro dessa linha que eu quero que a gente trabalhe.”

O Secretário de Finanças, Pedro Raimundo, encerrou a reunião e agradeceu o empenho da equipe de fiscalização e agradeceu também a presença dos Secretários Filipe Tamiozzo e Clécio Giorni, do Presidente da Câmara, Vereador Samuel Gazolla Lima e do Coordenador da Defesa Civil,  Aldeir Ferraz.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ubá

 


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