02/02/2015 às 09h34min - Atualizada em 02/02/2015 às 09h34min

Leitores apontam o desmatamento como o principal motivo para a falta d’água

Tempos atrás, houve o desmatamento desenfreado feito por produtores rurais na sanha de ampliar áreas de pastagens. A mata nativa deu lugar ao capim.

Luiz Otávio Meneghite
A principal causa para a falta d’água, seja no campo ou na cidade é, sem sombra de dúvidas, o desmatamento

Aproveitando que estamos às vésperas do período momesco, lanço mão de uma marchinha de carnaval dos tempos em que eu era criança e a ouvia tocar no rádio. Uma rápida pesquisa revela que ela foi lançada no carnaval de 1954, de autoria de Vitor Simon e Fernando Martins.

Rio de Janeiro
Cidade que nos seduz
De dia falta água
De noite falta luz.

Abro o chuveiro
Não cai nem um pingo
Desde segunda
Até domingo.

Eu vou pro mato
Ai! pro mato eu vou
Vou buscar um vagalume
Pra dar luz ao meu chatô.

Abri a análise do resultado da enquete em tela com um pouco de alegria só para descontrair e mostrar que a crise de abastecimento de água e luz é bem antiga. Mas, o assunto é muito sério e cada um de vocês leitores em algum momento passou pela experiência de ficar sem água ou sem luz e sabe os incômodos que isso representa.

Os jornais, as revistas, o rádio e a televisão mostram, a todo momento,  que o mal aflige moradores de cidades grandes como São Paulo  e Rio de Janeiro, ou médias  e pequenas, como nossas vizinhas Ubá e Recreio onde as autoridades lançaram mão recentemente até do cancelamento da maior festa brasileira, que é o carnaval, para evitar o gasto excessivo, natural nesta época com o aumento da circulação de turistas, em qualquer cidade onde o período de Momo é festejado.

Assim como a população urbana, a agropecuária tem sentido os efeitos da falta de chuvas, do calor intenso e da escassez de água para irrigação, mas os produtores rurais podem, no longo prazo, contribuir para minimizar os efeitos das crises hídricas. A contribuição depende, no entanto, da expansão das políticas para produção sustentável e para armazenamento de água durante o período chuvoso. Este volume poderá, em situações como a atual, abastecer, além das propriedades rurais, as cidades.

Ouvimos de várias pessoas que a principal causa para a falta d’água, seja no campo ou na cidade é, sem sombra de dúvidas, o desmatamento e o resultado da enquete promovida pelo jornal Leopoldinense revela que os nossos leitores estão antenados com tal realidade.

Tempos atrás, houve o desmatamento desenfreado feito por produtores rurais na sanha de ampliar áreas de pastagens. A mata nativa deu lugar ao capim e, mais recentemente surgiu um novo vilão, o eucalipto, que tem um histórico, não desmentido, de sugar muita água do subsolo contribuindo assim para o sumiço das nascentes. O caminho para reverter a situação é o replantio da mata atlântica, dizem alguns especialistas.

 

Leitores registram desperdício de água em vários pontos de Leopoldina

O jornal Leopoldinense publicou há poucos dias a notícia de que uma leitora entrou em contato com a COPASA para notificar vazamento de água na rua Joaquim Ferreira Brito, na altura do nº 59, às 06:00 horas da manhã, de quinta-feira, 29 de janeiro. Como resposta, segundo ela, ouviu que até às 17:00 horas enviariam alguém ao local para sanar o problema. Enquanto isso, milhares de litros se perderam.

Outro leitor procurou pessoalmente o jornal para dizer que num final de semana, na rua Barão de Cotegipe, nas proximidades da representação da OI(antiga Telemig) tinha um vazamento numa caixa existente no passeio e que a situação permaneceu  por longas horas. Ali também, milhares de litros d’água escorreram pela sarjeta.

Uma leitora entrou em contato com a Redação e deixou uma pergunta : “Por que a água da ‘Mina das Taboquinhas’ escorre 24 horas por dia e não é encanada para ser utilizada na  irrigação das praças do ‘Ginásio” e do ‘Rosário’ que ficam a poucos metros dali?

Uma questão no mesmo sentido é levantada por um leitor do jornal em contato pessoal: Por que a água que é bombeada do subsolo do Banco do Brasil, agência de Leopoldina, é jogada fora direto na rede pluvial e não é aproveitada para irrigar as três praças existentes nas imediações: A General Osório, a João XXIII e a Félix Martins?

Outro leitor telefona ao jornal e pergunta porque os passeios externos no Shopping LAC são lavados todos os dias com mangueira? Um contato da administração do Shopping com o jornal contesta a informação e diz que a lavação dos passeios é feita somente num dia da semana e que água vem de um poço artesiano já existente desde os tempos em que a cooperativa de leite funcionava ali, e que por isso, aquela água não é da Copasa.

A esta matéria, publicada no Jornal Leopoldinense Online, foram feitos vários comentários por leitores via facebook ou por e-mail dos quais pinçamos alguns:

1)Os vereadores deveriam propor um projeto para multar estas pessoas.

2)Concordo  e deveriam multar também  a Copasa. Vocês acreditam que na calçada em frente à casa do meu pai está vazando uma água e já mandamos verificar por conta própria e disseram que não poderiam mexer pois naquele local só a Copasa é que poderia abrir.

 

3)Agora, às 15:30 horas, em plena praça, um taxista lavando seu carro em praça pública, sem que ninguém se manifeste. Jogando aguinha nas rodas.....que descaso!

4)Os taxistas estão usando e abusando nas lavagens do carros.

5)Parem um pouco para pensar hoje, pois amanhã será tarde demais.

Copasa pede à população uma redução de 30% no consumo de água

Em matéria divulgada pela Agência Minas e reproduzida no jornal Leopoldinense Online, a presidente da COPASA, Sinara Meireles, anunciou o risco real de desabastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e em cidades de outras regiões do Estado. Levantamento realizado pela diretoria da empresa mostra uma situação crítica do sistema de abastecimento de água nos municípios atendidos pela empresa.

O relatório também deixa claro que o governo anterior tinha conhecimento da situação, mas não tomou medidas necessárias para evitar o comprometimento do abastecimento e mesmo com a estiagem prolongada optou por manter a distribuição de água para a população em níveis estáveis nos últimos dois anos.

Os fartos dados monitorados pela Copasa ao longo dos últimos dois anos mostram os riscos envolvidos na garantia do abastecimento de água para a população, situação oposta às informações divulgadas pelo governo anterior, que davam conta que não haveria risco de desabastecimento. Com isso houve o consumo intenso da água dos reservatórios e a redução sensível dos volumes acumulados, que não se recuperaram. Por esta razão serão tomadas medidas emergenciais de restrição da oferta para que possamos atravessar o atual período.

 

Passeata nas ruas de Leopoldina para conscientização do consumo de água!!

A estudante do 5º período de engenharia ambiental e sanitária da Unipac Leopoldina, Lunara Almeida, enviou e-mail ao jornal Leopoldinense para divulgar que está organizando para o dia 21 de março, véspera do Dia Mundial da Água, uma passeata, para a qual está convidando toda a população de Leopoldina a participar. Segundo ela, as autoridades municipais serão convidadas, assim como as escolas municipais, estaduais e federal existentes no município. Ela pretende convidar o pessoal da Copasa e projeta a realização de palestras sobre o tema logo após a passeata. Oportunamente, vamos divulgar mais o assunto. Confira abaixo o resultado da enquete promovida pelo jornal Leopoldinense, da qual participaram 265 leitores.

Quais os motivos para a falta d’água?

*Desmatamento

45.1%

*Desperdício

31.4%

*Falta de investimento no abastecimento

13.7%

*Poluição dos rios e córregos

5.9%

*Falta de educação no uso da água

3.9%

Entre em contato pelo e-mail: gln@leopoldinense.com.br e  faça a sua denúncia ou sugestão.


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