13/02/2015 às 08h57min - Atualizada em 13/02/2015 às 08h57min

Carnaval x Aids: a esperança de tratamento com uso de células tronco

Estudos indicam que a Medicina Regenerativa é uma alternativa para a cura de doenças

Com o avanço da medicina, a esperança para aqueles que já têm o vírus também evoluíram.

Festa popular que tem a cara do Brasil, o Carnaval transforma o dia a dia das cidades e das pessoas, num grande movimento de alegria e diversão. Nas ruas ou nos clubes, a palavra de ordem é uma só: brincar e se divertir até o final. No entanto, após as comemorações, vem a dor de cabeça. De acordo com uma pesquisa da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), cerca de um terço dos jovens dizem não usar preservativo nunca ou quase nunca, comportamento que, sem dúvida, se intensifica nessas épocas festivas.

A campanha de 2015 do Ministério da Saúde reforça o conceito da prevenção, combinando camisinha, testagem e tratamento. Com o slogan #PartiuTeste, a iniciativa visa conscientizar a população para se prevenir contra o vírus da AIDS, usar camisinha, fazer o teste e, se der positivo, começar logo o tratamento.  O teste pode ser realizado em qualquer posto de saúde e quando diagnosticado até 72 horas depois da relação desprotegida pode ser quase inativado com um  tratamento de um mês. Dados da pesquisa PCAP (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira) indicam que 94% dos brasileiros sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção às DST e aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país não usou preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses.

Com o avanço da medicina, a esperança para aqueles que já têm o vírus também evoluíram. Uma nova terapia com células-tronco pode ser uma grande aliada no combate à doença. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram que células-tronco modificadas geneticamente podem atacar células infectadas pelo HIV em organismos vivos. Para chegar a essa conclusão, os investigadores modificaram células-tronco humanas do sangue e descobriram que elas podem formar células T maduras (linfócitos), que tem o potencial de atacar o HIV nos tecidos onde o vírus reside e se reproduz. O estudo foi feito em um roedor, espécie animal na qual a infecção pelo HIV se assemelha à doença e sua progressão em seres humanos. Em uma série de testes realizados duas e seis semanas após a introdução das células modificadas, os pesquisadores descobriram que o número de células CD4 "ajudantes" das células T, que se esgotam durante a infecção pelo HIV, aumentou, enquanto os níveis de HIV no sangue diminuíram.

Para o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, estes resultados, extremamente positivos, podem levar a novas abordagens para o tratamento da doença. “As perspectivas da medicina regenerativa são enormes. Há de se considerar que a ciência está em constante evolução e, certamente, ainda há muito a descobrir. O fato é que as células-tronco já salvam muitas vidas”, complementa.

Ainda segundo o especialista, o armazenamento das células-tronco pode também beneficiar parentes próximos, principalmente irmãos. Outro ponto positivo é que as células-tronco do cordão umbilical são adultas e livres de impurezas, o que garante ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. “As células, após a coleta, são avaliadas e armazenadas, podendo ficar congeladas por longos períodos sem que haja a perda de suas propriedades terapêuticas. Para se ter uma ideia, existem bolsas de sangue de cordão congeladas há mais de 20 anos”, finaliza.

Sobre a Criogênesis-A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro e é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br

Fonte: Ana Lucia Pinto-Assessoria de Imprensa


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