20/02/2015 às 16h07min - Atualizada em 20/02/2015 às 16h07min

Evite desconfortos com fim do horário de verão

Uma boa dica é dormir com as janelas abertas, pelo menos, nos primeiros dias para que seja possível acordar naturalmente com a claridade

Sábado à meia noite, atrase o relógio em uma hora.

No próximo domingo, 22 de fevereiro, quando chega ao fim o horário de verão 2015, algumas pessoas podem sentir certos desconfortos no organismo ao terem de se adaptarem à mudança. “A volta ao padrão ‘convencional’, em alguns Estados, pode causar incômodos, durante os primeiros dias”, revela a clínica geral e geriatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (São Paulo), Dra. Rossana Maria Russo Funari. 

“Em geral, é normal sentir um mal-estar, uma dificuldade para dormir no horário habitual (o horário do relógio) e um pouco de sonolência diurna”, orienta a médica. Em alguns casos, esses sintomas podem incluir alterações de humor e de hábitos alimentares. “Tudo isso acontece devido a uma mudança do ritmo circadiano do organismo.” Normalmente, o processo de readaptação total do indivíduo as condições basais leva quatro dias.  

Porém engana-se quem pensa que os efeitos são os mesmos sentidos pelo corpo humano durante o “jetlag”, famosa fadiga de viagem ocasionada por mudanças no fuso. “No horário de verão, as mudanças nesse ritmo são mais suaves e não causam tantas consequências na maioria das pessoas. Já no ‘jetlag’, temos uma condição menos fisiológica, que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano, mais intenso em viagens longas em que há grandes mudanças de fuso horário.”

Quem quiser evitar problemas durante esse período, a Dra. Rossana recomenda, na medida do possível, preparar-se para dormir, mais ou menos, no horário de sempre (do relógio). “Uma boa dica é dormir com as janelas abertas, pelo menos, nos primeiros dias para que seja possível acordar naturalmente com a claridade.” Isso ajudaria na sincronização dos relógios físico e biológico. Outra recomendação é não dirigir por várias horas seguidas (por exemplo, pegar estradas), durante os dias em que a pessoa estiver mais sonolenta e fadigada.

Fonte: Tree Comunicação-Inês Castelo e Diego Palmieri


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