25/02/2015 às 18h12min - Atualizada em 25/02/2015 às 18h12min

Ministro da Justiça diz que continuará recebendo advogados

Ele recebeu a solidariedade dos presidentes do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, e das seccionais da OAB.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu as críticas da oposição e do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, por ter recebido em seu gabinete advogados de empresas investigadas na Operação Lava Jato. "Enquanto estiver aqui, vou receber todos os profissionais e não os tratarei como criminosos. Se advogados me pedirem, eu os receberei", afirmou.

Cardozo recebeu a solidariedade dos presidentes do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, e das seccionais da OAB. Ele disse estar “profundamente indignado” com as críticas e lembrou que parlamentares da oposição chegaram a classificar advogados de “membros de quadrilhas”.  “Não pensei que, em pleno século 21, iriam polemizar sobre uma autoridade poder ou não receber advogados. Imaginei a polêmica pelo fato de não se receber [advogados]. Achava que isso estava superado”, disse Cardozo. "Dizer que recebi membros de quadrilhas é algo que me traz profunda indignação”, acrescentou o ministro.

O presidente da OAB defendeu a possibilidade de os advogados se encontrarem com autoridades públicas para tratar, inclusive, de processos em andamento. Segundo Marcus Vinícius Coelho, essa é uma prerrogativa prevista pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Advocacia.

“Estamos aqui para dizer ao ministro da Justiça que as autoridades públicas que recebem advogados não cometem ilícitos. Elas estão cumprindo a lei e o Estatuto da Advocacia. Queremos que haja no Brasil o respeito aos princípios constitucionais. Não podemos aplicar a Constituição por pedaços ou por tiras”, explicou Coelho.

Segundo ele, é preciso desfazer a imagem de que advogados atuam sempre para impedir o andamento dos processos judiciais. “O que o advogado faz é garantir o devido processo legal. A mesma Constituição que assegura a liberdade de imprensa, moralidade e probidade administrativa determina que haja garantias ao advogado. Não podemos ser vistos como pessoas que querem atrapalhar”, acrescentou o presidente da OAB.

 


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