17/04/2014 às 16h32min - Atualizada em 17/04/2014 às 16h32min

Leopoldina receberá na próxima semana médicos cubanos do Programa Mais Médicos

Três médicos cubanos que integram o 'Programa Mais Médicos' e passarão a trabalhar em Leopoldina.

Redação
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O prefeito José Roberto de Oliveira e a Secretária Municipal de Saúde, Lúcia Helena Fernandes da Gama, viajam na terça-feira, 22/4, para Belo Horizonte onde recepcionarão três médicos cubanos que integram o 'Programa Mais Médicos' e passarão a trabalhar em Leopoldina.

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não divulgou onde os médicos serão lotados o que deverá feito tão logo o prefeito e a secretária retornem da Capital em companhia dos três profissionais. O jornal Leopoldinense apurou que inicialmente ele ficarão hospedados em um hotel e mais à frente serão instalados em uma residência alugada pelo município.

O Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que prevê investimento em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde não existem profissionais.

As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais. No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros, com a intenção de resolver esse problema, que é emergencial para o país.  Os municípios não podem esperar seis, sete ou oito anos para que recebam médicos para atender a população brasileira.

Hoje, o Brasil possui 1,8 médicos por mil habitantes. Esse índice é menor do que em outros países, como a Argentina (3,2), Uruguai (3,7), Portugal (3,9) e Espanha (4). Além da carência dos profissionais, o Brasil sofre com uma distribuição desigual de médicos nas regiões - 22 estados possuem número de médicos abaixo da média nacional.  (Confira o Diagnóstico da Saúde no Brasil)

Como não se faz saúde apenas com profissionais, o Ministério está investindo R$ 15 bilhões até 2014 em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde. Desses, R$ 2,8 bilhões foram destinados a obras em 16 mil Unidades Básicas de Saúde e para a compra de equipamentos para 5 mil unidades; R$ 3,2 bilhões para obras em 818 hospitais e aquisição de equipamentos para 2,5 mil hospitais; além de R$ 1,4 bilhão para obras em 877 Unidades de Pronto Atendimento.

Além disso, estão previstos ainda investimentos pelos ministérios da Saúde e da Educação. Os recursos novos compreendem R$ 5,5 bilhões para construção de 6 mil UBS e reforma e ampliação de 11,8 mil unidades e para a construção de 225 UPAs e R$ 2 bilhões em 14 hospitais universitários.


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