08/03/2015 às 09h29min - Atualizada em 08/03/2015 às 09h29min

Oncologistas discutem avanços na detecção e tratamento de câncer

Pessoas que fumam apresentam risco dez vezes maior de desenvolver tumores malignos no pulmão

Patrícia Santos Dumont
Hoje em Dia
Pessoas que fumam apresentam risco dez vezes maior de desenvolver tumores malignos no pulmão.

Um dos cinco tipos de tumores malignos mais incidentes entre a população brasileira, o câncer de pulmão, aos poucos, vem deixando de ser uma incógnita quando o assunto é a redução do número de casos e, consequentemente, de mortes. Com uma taxa de mortalidade que, no Brasil, chega a 80%, a doença pode ser facilmente prevenida. A conclusão é dos especialistas. Muitos estiveram presentes, na manhã deste sábado (7), no Seminário de Atualização em Oncologia, realizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia, em Belo Horizonte.

"Se consideramos que 90% dos pacientes com câncer de pulmão são fumantes, não há o que se fazer, senão incentivar o aumento das campanhas contra o tabagismo", avalia o oncologista Enaldo Lima, coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital Mater Dei, na capital.

Estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que, quando comparados a não fumantes, pessoas que fumam apresentam risco dez vezes maior de desenvolver tumores malignos no pulmão, nos países em desenvolvimento, um dos três tipos mais frequentes entre homens. A estimativa do instituto é de que 27 mil pessoas desenvolvam a doença, este ano.

Na avaliação do oncologista do Mater Dei, é fundamental o investimento em políticas públicas, que impactam diretamente na redução do número de casos da doença no país. "A taxa de cura do câncer de pulmão no Brasil é de 10% a 15%, contra 17% nos Estados Unidos, por exemplo. Logo, o que se deduz é que a prevenção ao fumo é o melhor "tratamento", enfatiza.

Avanços

 

Reunidos nesta manhã, os especialistas debateram ainda os avanços da medicina para casos de cânceres ginecológicos, grupo em que se enquadram os tumores de mama e cólo de útero, os dois mais incidentes entre as brasileiras. "No caso do cólo de útero falta diagnóstico precoce e prevenção, já que é um dos tipos mais passíveis de cura", detalhou o chefe do Departamento de Oncologia da Santa Casa de Belo Horizonte e diretor do Centro de Quimioterapia Antiblástica de Minas Gerais, Wagner Brant Moreira.

 

Especialista da Oncomed e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, seção Minas Gerais, Leandro Ramos ressaltou também o direcionamento que vem sendo dado nos tratamentos dos mais diversos tipos de câncer. Segundo ele, a identificação de subgrupos das doenças tem proporcionado a definição de alterações específicas e a indicação de tratamentos mais orientados. 

 


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