19/03/2015 às 22h31min - Atualizada em 19/03/2015 às 22h31min

Dilma e Perillo defendem relações republicanas e democráticas entre partidos

Paulo Victor Chagas – Enviado Especial
Agência Brasil
Dilma e Perillo, na solenidade que deu início à implantação do BRT em Goiânia. ( Antonio Cruz/ABr )

A presidenta Dilma Rousseff e o governador de Goiás, Marconi Perillo, defenderam nesta quinta(19) relações republicanas entre partidos e disseram que governantes têm de trabalhar para todos, independentemente de questões políticas. Dilma é filiada ao PT e Perillo, ao PSDB.

“Somos um país democrático, em que há disputa durante a eleição. Acabou a eleição, eleitos aqueles que o povo escolheu, passamos a governar. Ele [Perillo], para toda população de Goiás, e eu, para toda população do Brasil. Somos republicamos e democratas”, disse a presidenta, repetindo uma expressão usada pelo governador em discurso feito momentos antes.

 

Ao ser anunciada a presença de Perillo em  evento que marcou o início das obras de um corredor exclusivo de ônibus em Goiânia, o governador foi mais vaiado que aplaudido pelas 3,5 mil pessoas que participavam da cerimônia no espaço onde funciona a prefeitura da capital. Ao discursar, Perillo reagiu às vaias e disse que não estava no local para ser hostilizado.

“Eu vim para receber uma presidenta legitimamente eleita e que tem o meu apoio”, disse o governador, que defendeu relações republicanas entre políticos, ainda que de partidos diferentes. “O Brasil não pode ser vítima da intolerância.”

O tucano Marconi Perillo disse que já teve a “coragem de defender" Dilma em seu partido. “Para nós, o mais importante é o estado de Goiás e a cidade de Goiânia."

Dilma agradeceu as palavras do governador e disse que Perillo é “parceiro dos desafios” enfrentados ao longo de seus mandatos e repetiu a necessidade de se respeitar a democracia no Brasil, conquistada com muito esforço.

“Temos obrigação de respeitar a democracia, o direito de todos falarem, se manifestarem, porém de todos serem ouvidos. Por isso, eu peço tolerância e peço uma outra questão: diálogo.”


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