25/03/2015 às 12h12min - Atualizada em 25/03/2015 às 12h12min

Após “efeito-calendário”, vendas no varejo voltam a crescer a partir de março

A mudança do Carnaval deste ano para fevereiro afetou a base de comparação devido à menor quantidade de dias úteis nesse mês, mas as vendas devem voltar a crescer de 5,98% a 7,57% entre março e maio, aponta IAV-IDV

Diante do “efeito-calendário” que afetou a base de comparação das vendas entre fevereiro de 2015 versus 2014, os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) apontaram um decrescimento realizado de -2,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A mudança do Carnaval deste ano para fevereiro (ao contrário de 2014, quando foi em março) afetou a base de comparação devido à menor quantidade de dias úteis nesse mês.

Para março, o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas) projeta crescimento real de 6,36% em relação ao mesmo mês de 2014 (também influenciado pelo “efeito-calendário”). Para abril e maio as projeções de crescimento são de 7,57% e 5,98%, respectivamente, acima das previsões do mercado. Uma das hipóteses é que os associados mantiveram os seus orçamentos, apesar do cenário macroeconômico deteriorado.O IAV-IDVé divulgado 30 dias antes da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), do IBGE, e indica a expectativa dos associados para os próximos três meses.

O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou queda de-3,43% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2014, valor abaixo da média do IAV, que foi de -2,28%. Em relação a março, a expectativa é de uma recuperação nas vendas, com crescimento de 5,3%, impactado principalmente pelo "efeito-calendário". Já para abril, a previsão de aumento é de 11,2%, e em maio, 9,5%.

Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, ficou acima do IAV de fevereiro, com o fechamento de 4,7% já descontada a inflação, com estimativa de crescimento para março de 8,8%; abril, de 8,4%; e maio, de 6,13%.

Para o segmento de bens duráveis, os associados do IDV divulgaram resultado real de -5,9% em fevereiro. Para março, a expectativa de crescimento é de 6,3%; em abril, de 5,8%; e em maio, de 4,74%.

A inflação de fevereiro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou variação de 1,22% no mês, mesmo patamar que o registrado em janeiro (1,24%).Levando-se em consideração os últimos doze meses, o índice fechou fevereiro em 7,7%. O destaque individual do mês ficou por conta da gasolina, responsável por um quarto do IPCA.Sob esta forte pressão, os gastos com transportes subiram 2,2%, grupo que teve impacto de 0,41p.p. no aumento do IPCA nesse mês.Entre os associados do IDV, o setor que sofre maior pressão da inflação é o de alimentação fora do domicilio, que apontou um crescimento anualizado em fevereiro de 9,81%.

“A previsão do IAV-IDV para o trimestre de 2015 apresentou resultado menor (1,8%) do que o dos últimos três anos em função da mudança do cenário econômico, redução da renda real das famílias e queda relevante na confiança dos consumidores”, explica Luiza Helena Trajano, presidente do IDV. Os resultados dos trimestres de 2012, 2013 e 2014 foram de 6,5%, 2,2”% e 5,1%, respectivamente.

 

Sobre o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas)

Criado em outubro de 2007, o IAV-IDV é um índice que consolida a evolução das vendas efetivamente realizadas pelos associados do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), com o intuito de projetar expectativas para os próximos meses e, assim, servir de base de informação para a tomada de decisão dos executivos do varejo.

Para se chegar aos números apresentados pelo IAV-IDV, as empresas associadas reportam seus próprios resultados e suas expectativas sobre vendas no futuro. Em seguida, estas respostas são ponderadas de acordo com o respectivo porte de cada empresa, para que se alcance indicadores como o volume de vendas e o faturamento nominal. Os dados extraídos pelo indicador têm permitido uma visualização mais ampla do comportamento do mercado para um período futuro de até três meses.  

Sobre o IDV

O IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) representa 64 empresas varejistas de diferentes setores, como alimentos, eletrodomésticos, móveis, utilidades domésticas, produtos de higiene e limpeza, cosméticos, material de construção, medicamentos, vestuário e calçados. Atuante em todo o território nacional, o IDV tem como principal objetivo contribuir para o crescimento sustentável da economia brasileira, além do desenvolvimento do varejo ético e formal.

Conheça as empresas associadas: Ale Sat, Ammo/Varejo, Avon, Bio Ritmo, Bob´s, B2W, BR Home Centers, C&A, C&C Casa e Construção, Carrefour, Cencosud, Centauro, Cybelar, Decathlon, Dudalina, DPaschoal, Etna, Fnac, Fototica, Grupo Colombo, Grupo Dimed-Panvel, Grupo Pão de Açúcar, GS&MD Gouvêa de Souza, Habib’s, Hering, Inbrands, Insinuante, Itapuã Calçados, Kalunga, Leo Madeiras, Leroy Merlin, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Lojas Americanas, Lojas Cem, Lojas Leader, Lojas Pompeia, Lojas Renner, Lojas Riachuelo, Lojas Marisa, Magazine Luiza, Malwee, Marisol, Netshoes, Novo Mundo, O Boticário, Óticas Carol, Paquetá, Pague Menos, Pernambucanas, Pet Center Marginal, Polishop, Quero-Quero Casa e Construção, Raia Drogasil, Ráscal, RiHappy, Sephora, Spoleto, Telhanorte, TNG, Tok&Stok, Via Veneto, Walmart e Zelo.


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Março/2015

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