26/03/2015 às 16h36min - Atualizada em 26/03/2015 às 16h36min

Gestores discutem a situação dos hospitais filantrópicos em Minas

Na ocasião, Francisco Figueiredo, presidente da Federassantas, apresentou um vídeo que exibia os sentimentos dos gestores hospitalares, bem como suas dificuldades.

Fernanda Espíndola
A provedora da Casa de Caridade,Vera Maria do Vale Pires, e o administrador da CCL, Wolney Aguilar Silva.

A provedora da Casa de Caridade Leopoldinense (CCL), Vera Maria do Vale Pires, e o administrador da CCL, Wolney Aguilar Silva, participaram no último dia 17 de março, em Belo Horizonte,do Fórum Integra Saúde, promovido pela Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais-Federassantas- e que reuniu representantes do poder público e de vários hospitais filantrópicos de Minas.

Além de debater e apresentar programas e políticas de saúde existentes no Estado, o Fórum reuniu na mesma mesa de debates o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fausto Pereira dos Santos; o Secretário de Estado de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães; e o Presidente da Federassantas, Francisco Figueiredo. Todos participaram do painel mais aguardado do dia, que tinha como tema principal "os cenários desafiadores para os hospitais filantrópicos em 2015", que proporcionou aos participantes a oportunidade de ouvir diretamente dos representantes do governo o que poderiam aguardar para os próximos meses, principalmente a respeito dos recursos do Estado.

Na ocasião, Francisco Figueiredo, presidente da Federassantas, apresentou um vídeo que exibia os sentimentos dos gestores hospitalares, bem como as dificuldades desses profissionais que batalham diariamente para proporcionar um atendimento digno à população que depende do SUS. Em seguida, o Deputado Arnaldo Silva tomou posse como Presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área da Saúde de Minas Gerais.

Em seu discurso de posse, Arnaldo enfatizou os problemas enfrentados pelos mais de 300 hospitais filantrópicos de Minas Gerais. Ele citou a defasagem da Tabela SUS, a falta de compatibilidade do volume de atendimentos com a equivalente remuneração, o endividamento crescente, as crises de gestão e a necessidade de modernização. "Vou manter um diálogo permanente com o Governo do Estado e a União, a fim de encontrarmos soluções para os problemas das Santas Casas e hospitais filantrópicos. Quero propor um plano de recuperação de adimplência dessas entidades pautada na contrapartida de atendimento na saúde pública", disse Arnaldo.

 


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