03/04/2015 às 08h35min - Atualizada em 03/04/2015 às 08h35min

Cotegipe terá calçadas revitalizadas, faixas de pedestres e rampas de acessibilidade

Projeto prevê ainda a instalação de pisos retráteis de alerta e direção. Empresa contratada terá três meses para concluir a obra.

Luiz Otávio Meneghite
Com o passar dos anos o piso foi se desgastando e perdendo a uniformidade transformando-se numa ‘colcha de retalhos’.(Foto: João Gabriel B. Meneghite)

O prefeito José Roberto de Oliveira assinou na terça-feira, 31 de março, autorização para que a Secretaria Municipal de Obras e a Comissão Permanente de Licitação realizem uma Tomada de Preços para obras de revitalização das calçadas da rua Barão de Cotegipe, com implantação de faixas de pedestres, rampas de acessibilidade e pisos retráteis de alerta e direção.

As calçadas da rua Cotegipe são pavimentadas com ladrilhos hidráulicos. Com o passar dos anos o piso foi se desgastando e perdendo a uniformidade transformando-se numa ‘colcha de retalhos’.

A escolha de empresa especializada para a realização das obras será feita em certame marcado para o dia 23 de abril, às 13:00 horas no Setor de Licitações da Prefeitura. As obras serão feitas na forma de execução indireta, no regime de empreitada por preço unitário. O critério de julgamento será do tipo menor preço total. O edital prevê um prazo de três meses para a empresa contratada concluir a obra conforme planilha orçamentária, cronograma físico – financeiro, projeto, memorial descritivo e memória de cálculos elaborados pelo setor de engenharia da Secretaria Municipal de Obras.

Maiores informações estão no Edital à disposição dos interessados, na Prefeitura de Leopoldina, à Praça Professor Botelho Reis, Edifício Athenas, Centro, ou pelo telefone (32) 3449 6283 (Setor de Licitação), no horário de 12:00 às 18:00 horas, nos dias úteis. O edital completo poderá ser solicitado através de e-mail enviado ao endereço eletrônico cpl.leopoldina@gmail.com.

Rua Barão de Cotegipe, a origem

Rua Barão de Cotegipe em foto da primeira metade do Século XX (Foto Jarbas)

Segundo registros históricos a principal via comercial de Leopoldina, foi aberta há 160 anos em 1855, um ano após a emancipação político-administrativa do município, em 27 de abril de 1854, com o nome de rua Municipal. Seu nome atual é uma homenagem ao baiano João Mauricio Wanderley, que foi Ministro da Fazenda na época do Império, quando ganhou o título honorífico de Barão de Cotegipe.

De acordo com a sua numeração predial, ela tem inicio na esquina da rua Ribeiro Junqueira, próximo à Praça General Osório e se estende por quase 500 metros  até à rua Lucas Augusto, onde fica localizado o Paço Municipal.

Coube ao então Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, Carlos Coimbra da Luz, na chefia do Poder Executivo entre os anos de 1923 e 1936, embelezar a rua dotando-a de iluminação, arborização, calçamento em paralelepípedos e calçadas em ladrilhos hidráulicos, como registra a foto de Jarbas Pereira da Silva que ilustra esta página. Carlos Luz foi o último Presidente da Câmara de Vereadores a exercer a função de Agente Executivo Municipal e nesta condição rubricou todas as páginas do livro de posse dos prefeitos, em vigência até hoje. Consta como o primeiro a usar o título de prefeito de Leopoldina.

Quem foi o Barão de Cotegipe?

João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe

 

João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe, nasceu na vila de São Francisco de Chagas da Barra do Rio Grande na Bahia. Cursou na Bahia, o primário (atual ensino fundamental) e o preparatório (atual ensino médio), e em 1832, em Pernambuco, matriculou-se na Faculdade de Direito de Olinda, formando-se aos 22 anos de idade em Ciências Jurídicas e Sociais, a 6 de outubro de 1837. Ingressou na política, em 1839, no Partido Conservador. Foideputado provincial (1841), deputado geral (1843-1848 e 1850-1852), presidente da província da Bahia (nomeado por Carta Imperial em 21 de agosto de 1852, presidiu a província de 20 de setembro de 1852 a 1° de maio de 1855),senador do Império do Brasil  de 1856 a 1889.

A partir de 1865 passou a integrar o governo imperial como ministro, tendo ocupado as pastas da Marinha (15 de julho de 1868 a 28 de setembro de 1870), da Fazenda (25 de junho de 1875 a 5 de fevereiro de 1878), dos Estrangeiros (25 de junho de 1875 a 15 de fevereiro de 1877 e 20 de agosto de 1885 a 10 de março de 1888), da Justiça (27 de janeiro a 8 de fevereiro de 1887) e do Império (19 de setembro de 1887 a 10 de março de 1888).

 Como presidente do Conselho de Ministros (1885-1888), fez aprovar a lei dos Sexagenários (28 de setembro de 1885), proposta na gestão de José Antonio Saraiva, seu antecessor. Ironicamente, foi o único senador do Império a votar contrariamente à aprovação da Lei Áurea e, ao cumprimentar a princesa Isabel logo após a assinatura da mesma, profetizou: "A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono”! Foi também presidente do Banco do Brasil de 7 de dezembro de 1888 a 13 de fevereiro de 1889, falecendo nessa data em seu cargo.

Fontes: Diário Oficial dos Municípios Mineiros, edição nº 1468, de 2 de abril de 2015. Arquivos da Gazeta de Leopoldina, do Jornal Leopoldinense e Wikipédia.

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