26/04/2015 às 18h08min - Atualizada em 26/04/2015 às 18h08min

Odair questiona tucanos: 'do que têm medo?'

Minas 247

Em artigo para o Jornal O Tempo, publicado neste fim de semana, o secretario de Governo de Minas Gerais, Odair Cunha, ironiza o presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, e diz que os tucanos pedem que o governador Fernando Pimentel paralise a devassa nas antigas gestões por temer o que ainda pode surgir no curso das investigações.

Até aqui, a gestão do PT já encontrou 6 milhões de medicamentos vencidos e escondidos em um depósito, suspeita de desvios em uma fábrica de medicamentos que custou R$ 20 milhões, mas jamais entrou em operação, um rombo de R$7,2 bilhões nas contas públicas, 350 obras paradas, entre outros.

Odair faz referencia a artigo publicado por Pestana no mesmo jornal, no qual o presidente do PSDB pede que Pimentel pare de “remexer o passado”. Segundo o secretário, o diagnóstico apresentado este mês apontando a “falácia do choque de gestão” desestabilizou os tucanos, classificados por ele de “coronéis do passado”, e está na raiz dos ataques ao governador.

“Ora, do que têm medo? O que se esconde no passado que não pode ser vasculhado?”, questiona. “Quisera ser possível mudar o passado e, assim, evitar o caos e o colapso que encontramos. Mas se o passado não pode ser mudado, pode servir de aprendizado e exemplo de como não se deve governar”, aponta.

Leia a íntegra:

Aviso aos navegantes

Aviso aos navegantes que insistem em tentar provocar marolas e semear falsas tempestades: Minas Gerais tem um governador democraticamente eleito pela maioria da população já no primeiro turno, ele se chama Fernando Pimentel e está governando.

Vale aqui uma pequena explicação sobre os motivos pelos quais iniciei este artigo desta forma pouco usual: recentemente, um representante das forças políticas derrotadas que governaram Minas Gerais até o ano passado ocupou este mesmo espaço para pedir a Pimentel que parasse de remexer o passado e começasse a governar.

Essas forças parecem especialmente incomodadas com o Diagnóstico MG, um retrato fiel da triste realidade do Estado encontrada por Pimentel. Estão ali o déficit bilionário nas contas públicas, a falácia do choque de gestão, as obras paradas, a educação e a saúde sucateadas, a segurança desmontada.

O Diagnóstico foi divulgado pelo atual governo no início de abril, fato que, aparentemente, desestabilizou e levou ao desespero as forças do passado, que certamente prefeririam o silêncio do governador.

Ora, essas forças ainda não perceberam que os tempos mudaram. Minas Gerais não é mais uma capitania hereditária dos tempos coloniais, nem um curral eleitoral comandado por coronéis. O único e legítimo dono de Minas é o povo mineiro. É para este povo que Fernando Pimentel governa, e não para os coronéis do passado.

Fernando Pimentel foi eleito com o compromisso firme de ouvir para governar. Ouvir significa estabelecer canais efetivos de diálogo com toda a sociedade, e não apenas com os amigos do rei. Como governador, tem o dever e a responsabilidade de apresentar aos mineiros a realidade que encontrou e construir parcerias profícuas para buscar soluções que recoloquem o Estado na rota do desenvolvimento social e econômico.

É compreensível que tais conceitos soem estranhos a ouvidos mais acostumados ao coronelismo. É também de se estranhar que essas mesmas forças, cujo principal legado aos mineiros em 12 anos de gestão foi o gasto de quase R$ 2 bilhões numa Cidade Administrativa que ainda hoje, ao contrário do que foi propagandeado, continua sugando recursos públicos, peçam ao governador que pare de mexer no passado e olhe “para frente”.

Ora, do que têm medo? O que se esconde no passado que não pode ser vasculhado? “O futuro, o governo pode construir. O passado, nenhum governo pode mudar”, disse uma liderança das forças derrotadas. É verdade. Quisera ser possível mudar o passado e, assim, evitar o caos e o colapso que encontramos.

Mas se o passado não pode ser mudado, pode servir de aprendizado e exemplo de como não se deve governar.

Fiquem tranquilos, senhores do passado. O “barco” Minas Gerais tem capitão e ele está no leme para conduzir a travessia, que será feita com serenidade e segurança. Mas não é um capitão solitário. Junto a Pimentel, no leme, estão também as mãos de milhões e milhões de mineiros e mineiras.

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