15/05/2015 às 17h54min - Atualizada em 15/05/2015 às 17h54min

Adesão de 100% em edital do Mais Médicos para brasileiros

Profissionais irão garantir assistência a 63 milhões de brasileiros que antes não contavam com médicos em unidades básicas de saúde

por Portal Brasil

Profissionais brasileiros com diplomas do Exterior preencheram todas as 387 vagas remanescentes do atual edital do Programa Mais Médicos. Com isso, 100% da demanda dos municípios foi atendida, sem que houvesse necessidade de convocar profissionais estrangeiros.

Com a chegada desses profissionais, o governo federal garantirá assistência para 63 milhões de brasileiros que antes não contavam com médico na Unidade Básica de Saúde. Ao todo, serão 18.240 médicos atuando em 4.058 municípios, cobrindo 72,8% das cidades brasileiras, e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei).

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, os médicos brasileiros convocados nesta fase têm formação em países como Argentina, Uruguai, Portugal, Espanha e Rússia.

"Alcançamos 100% das vagas cobertas por médicos brasileiros. Não haverá abertura de vagas para médicos intercambistas individuais estrangeiros e também não chegaremos à fase do intercâmbio com a Organização Pan-americana de Saúde para trazer médicos cubanos ao Brasil", explicou Chioro.

No último dia 10 de abril, foram abertas 286 vagas remanescentes para médicos brasileiros formados no Exterior – o número acabou aumentando para 387 vagas.

A expansão deste ano priorizou os municípios com maior vulnerabilidade social e econômica, além de integrar os que já contavam com vagas do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). O Nordeste foi a região com o maior número de novas vagas, com abertura de 1.807 novas oportunidades. O Sudeste solicitou 1.024 médicos, seguido do Sul (523), Centro-oeste (396) e Norte (389).

Avaliação

Como ocorreu nos ciclos anteriores do Programa, os médicos graduados fora do Brasil passarão por período de acolhimento nacional com duração de três semanas, a ser realizado em Brasília (DF) entre os dias 5 e 26 de junho, quando terão aulas e serão avaliados. Somente poderão participar do Mais Médicos os profissionais que forem aprovados na avaliação realizada durante esta fase.

Antes do deslocamento para as cidades, os profissionais ainda passarão por uma semana de acolhimento nos estados, que acontece de 27 de junho a 3 de julho. A previsão é que os médicos iniciem as atividades em 238 municípios e 10 distritos indígenas a partir do dia 6 de julho. Os profissionais com número do CRM do Brasil, selecionados nas fases anteriores, se apresentaram às prefeituras em março e abril e já estão em atuação nas unidades básicas de saúde.

A previsão é que a cada trimestre o Ministério da Saúde lance novas chamadas para os postos abertos em decorrência de desligamentos. Os próximos editais estão marcados para meses de julho e outubro deste ano e janeiro de 2016. As seleções contemplarão as eventuais vagas referentes aos médicos que desistirem nas etapas anteriores.

Qualidade do atendimento

Em abril deste ano, o Ministério da Saúde apresentou o resultado de uma pesquisa realizada com 14 mil pessoas sobre a qualidade da assistência dos profissionais do Mais Médicos.

Do total de entrevistados, 85% disseram que a qualidade do atendimento médico está melhor ou muito melhor após a chegada dos profissionais do Programa Mais Médicos. Um índice alto de usuários (87%) apontou que a atenção do profissional durante a consulta melhorou e 82% afirmaram que as consultas passaram a resolver melhor os seus problemas de saúde.

Os dados foram apresentados na Convenção Internacional de Saúde Pública – Cuba Salud 2015, que reuniu experiências de diferentes países para a promoção do acesso universal à saúde.

O Programa Mais Médicos foi criado em 2013 para ampliar a assistência na Atenção Básica de Saúde, fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. Além do provimento emergencial de médicos, a iniciativa prevê ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no País.

 

Fonte:

Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde e da Agência Brasil


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