06/07/2015 às 09h50min - Atualizada em 06/07/2015 às 09h50min

Sem rentabilidade, pecuarista começa a abater vacas

Na Zona da Mata mineira, a alta foi de 2,7% com o litro comercializado a R$ 0,83, preço líqüido, e R$ 0,91 valor bruto.

Rodrigo Alvim (Alisson J. Silva).

De acordo com os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mesmo com os aumentos consecutivos registrados nos últimos meses, os valores do litro de leite pago aos pecuaristas, praticados no início do ano, estavam muito baixos, o que tem limitado a recuperação das margens. Porém, espera-se que o movimento de alta dos preços se estenda por mais tempo.

Com os preços nada lucrativos na produção leiteira, muito pecuaristas do Estado estão aproveitando a valorização da arroba do boi gordo e abatendo vacas. "Com a arroba em alta, muitos produtores que tinham vacas gordas e prontas para o abate, mas enfrentavam dificuldades de prenhes ou outros tipos de problemas, optaram por descartar animais já que os preços garantem lucro. Até o momento, esses abates não devem interferir de forma negativa na produção de leite.

Em junho, segundo estudo do Cepea, foi detectada valorização dos preços do leite em todas as regiões de Minas Gerais. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o aumento foi de 3,3% no valor bruto (R$ 1,13 por litro) e de 2,78% no preço líqüido (R$ 1,04 por litro).

No Sul e Sudoeste a elevação de 3,05% no preço bruto fez com que o litro de leite fosse negociado a R$ 0,83. No valor líqüido, o produtor recebeu R$ 0,75, variação positiva de 3,3%.

Na Zona da Mata mineira, a alta foi de 2,7% com o litro comercializado a R$ 0,83, preço líqüido, e R$ 0,91 valor bruto. Já na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o litro de leite foi vendido a R$ 0,98, o que representou avanço de 1,09% no preço líqüido. O valor bruto ficou 1,23% superior, com o produto negociada a R$ 1,01.

A valorização no Vale do Rio Doce foi de 0,81 %, valor bruto, e de 0,71% no preço líqüido, como o litro comercializado a R$ 1,17 e R$ 1,07, respectivamente.

Para julho, a expectativa dos laticínios e cooperativas consultados pelo Cepea é de continuidade do aumento nos preços. Entre os compradores entrevistados, 82,5%, que representam 76,4% do leite amostrado, acreditam em elevação e 17,5%, que representam 23,6% do volume captado, indicam estabilidade.

 


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