15/07/2015 às 15h09min - Atualizada em 15/07/2015 às 15h09min

Ferrovia deve paralisar atividades na região a partir de 30 de julho

Transporte de minério pode passar a ser feito em carretas rodoviárias e empresa pode manter sua sede em Leopoldina

Os trens devem parar de circular em Cataguases

Um leitor do Jornal Leopoldinense Online identificado pelo pré-nome Antonio José, escreve mensagem à Redação para denunciar que a FCA-Ferrovia Centro Atlântica, que transporta minério passando por Cataguases e Vista Alegre, Ribeiro Junqueira, Abaiba, Providência e outras localidades da região vai paralisar suas atividades e o minério passará a ser transportado em carretas rodoviárias.

Há algum tempo o jornal Leopoldinense publicou que a ferrovia estava com planos de fazer um pátio depósito de minério em Ribeiro Junqueira, distrito de Leopoldina e fiquei muito feliz. Mas hoje a realidade é outra e estou muito triste em saber que uma ferrovia centenária está paralisando seu transporte. E o pior, o transporte será realizado todo em carretas rodoviárias. Uma pena que isso esteja acontecendo, pois acho que vai morrer muita gente com essas carretas 24 horas  na rodovia para conseguir levar o minério.Sem contar que ficarão muitos pais de família desempregados, não só em Cataguases onde é a sede, mas também de Leopoldina onde tem algumas pessoas que trabalham na ferrovia”, denuncia o leitor.

Nota oficial da empresa controladora da FCA

A VLI, empresa controladora da Ferrovia Centro-Atlântica, informa que o contrato de transporte de bauxita com a atual usuária do trecho entre Cataguases (MG) e Três Rios (RJ) encerrou-se em maio desse ano.

Após conversas entre ambas as partes, optou-se pela não continuidade do contrato e término do transporte do produto, o que acontecerá no mês de julho.

A VLI seguirá fazendo a manutenção do trecho em questão e se mantém aberta a novas possibilidades de contrato para transporte na região. Caso não haja demanda, serão realizados estudos para avaliar a possibilidade de devolução para a União.

A VLI ressalta que não estão previstas demissões em razão do término desse transporte. Oportunidades de realocação em outras localidades de atuação da empresa serão apresentadas para os empregados.

Trem passando pelo distrito de Abaíba carregado de bauxita

 

Para refrescar a memória

Empresa vai construir novo terminal para embarque de bauxita em Leopoldina

Iniciativa pode acabar - a médio prazo - com o tráfego de trens no centro de Cataguases

Publicado por Cristina Quirino no Site do Marcelo Lopes

A Supram (Superintendência Regional de Regulamentação Ambiental) da Zona da Mata, com sede em Ubá, concedeu licença ambiental prévia (clique aqui para ler o documento) e licença de instalação por seis anos à Ita Transporte Ltda, empresa responsável pelo carregamento de minério lavado aos caminhões transportadores terceirizados, que prestam serviço a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) no transporte da bauxita. A autorização ocorreu em reunião realizada no final de setembro. Com a permissão, a empresa vai construir um novo terminal de carga no município de Leopoldina, mais precisamente na Fazenda Laranjeiras, numa área de três hectares, no distrito de Ribeiro Junqueira, próximo à divisa com Laranjal, às margens da BR-116. 

Conforme o documento que deferiu o pedido da empresa, o empreendimento aprovado é semelhante ao que existe atualmente nas imediações de Cataguases, na localidade conhecida como Barão de Camargo. Consiste em uma unidade de pequeno porte que tem a função de receber a bauxita proveniente das unidades de processamento da região, transportada por caminhões e embarcá-la nos vagões da Ferrovia Centro Atlântica - FCA, com destino a estação de Barão de Angra, município de Paraíba do Sul (RJ), onde é feita a conexão devida, com alteração de bitola na linha férrea, seguindo daí em diante para o município de Alumina (SP), onde são processados. 

O novo terminal de minério terá capacidade de embarque de 120 mil toneladas/mês, totalizando no período de um ano 1,44 milhões de toneladas. Neste local haverá uma redução das distâncias percorridas de 80 Km pelos caminhões e de 68 Km pelos trens, considerando ida e volta. As obras para a implantação do novo terminal consistem na construção do pátio de descarga e carga de minério (embarcadouro) que terá 15 mil metros quadrados. Completam as instalações físicas do novo terminal um container com 29,74 metros quadrados que será adaptado para servir à administração do empreendimento, estacionamento com 50 metros quadrados, um galpão com 60 metros quadrados destinado à manutenção dos veículos e um outro container, com 11,32 metros quadrados que será usado para a guarda de materiais e abrigo de resíduos sólidos.

Com o novo Terminal de Minério o trecho da rota Leopoldina a Cataguases, com 20 km de extensão será excluído, bem como um total de 20 km do trecho de Leopoldina ao Terminal. Assim que o novo embarcadouro ficar pronto ele receberá todo o minério oriundo da unidade da empresa em Miraí e, por isso, haverá significativa redução do tráfego de trens no centro de Cataguases com tendência a zerar esta rota tão logo seja interrompida a extração de bauxita pela unidade da CBA em Itamarati de Minas, conforme a própria empresa anunciou no começo deste ano.


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