05/08/2015 às 18h59min - Atualizada em 05/08/2015 às 18h59min

Calçadas da Cotegipe já estão sendo revitalizadas

Projeto prevê a instalação de faixas de pedestres, rampas de acessibilidade e piso tátil de alerta e direção.

Luiz Otávio Meneghite
As obras estão em andamento com previsão durarem 3 meses

A Secretaria Municipal de Obras de Leopoldina contratou uma empresa especializada para realizar obras de revitalização das calçadas da rua Barão de Cotegipe, que são pavimentadas com ladrilhos hidráulicos. Com o passar dos anos o piso foi se desgastando e perdendo a uniformidade transformando-se numa verdadeira ‘colcha de retalhos’ como mostra a foto abaixo.

O projeto de revitalização já em execução, prevê a renovação total do piso de ladrilhos hidráulicos com implantação de faixas de pedestres, rampas de acessibilidade e a colocação de piso tátil de alerta e direção.  O piso tátil é formado por placas de borracha antiderrapantes com superfícies de relevos direcionais regularmente dispostos para orientar pessoas com deficiência visual, facilitando sua locomoção e ampliando suas condições de acesso. Serão utilizadas dois tipos de placas: a direcional, com linhas longitudinais em relevo para demarcar a direção e a de alerta, formada por superfície tipo moeda para indicação da mudança de direção. A forma como são dispostas, determina a direção a ser seguida. A obra contratada pelo valor de R$340.532,54 e a empresa contratada terá três meses para concluir o serviço.

Rua Barão de Cotegipe, a origem

Segundo registros históricos a principal via comercial de Leopoldina, foi aberta há 160 anos em 1855, um ano após a emancipação político-administrativa do município, em 27 de abril de 1854, com o nome de rua Municipal. Seu nome atual é uma homenagem ao baiano João Mauricio Wanderley, que foi Ministro da Fazenda na época do Império, quando ganhou o título honorífico de Barão de Cotegipe. De acordo com a sua numeração predial, ela tem inicio na esquina da rua Ribeiro Junqueira, próximo à Praça General Osório e se estende por quase 500 metros  até à rua Lucas Augusto, onde fica localizado o Paço Municipal. Coube ao então Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, Carlos Coimbra da Luz, na chefia do Poder Executivo entre os anos de 1923 e 1936, embelezar a rua dotando-a de iluminação, arborização, calçamento em paralelepípedos e calçadas em ladrilhos hidráulicos. Carlos Luz foi o último Presidente da Câmara de Vereadores a exercer a função de Agente Executivo Municipal e nesta condição rubricou todas as páginas do livro de posse dos prefeitos, em vigência até hoje. Consta como o primeiro a usar o título de prefeito de Leopoldina.

Secretário Nacional de Acessibilidade defende calçadas ‘inteligentes’ para ampliar mobilidade nos municípios

O secretário Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Luís Ramos, participou em São Paulo, da abertura do Connect Smart Cities, na segunda-feira, 3 de agosto, para falar sobre o tema “Calçadas e sinalização para pedestres, o primeiro passo na mobilidade urbana”. O objetivo foi ressaltar a importância da democratização da mobilidade não veicular, para que assim todos, independente de idade ou deficiência, possam ampliar sua mobilidade.

O Connected Smart Cities envolveu empresas, entidades e governos em um evento que teve por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades, promovendo a discussão, a troca de informações e a difusão de ideias entre governo e empresas focando atender as necessidades do cidadão consciente, visando que as cidades brasileiras possam tornar-se mais inteligentes e conectadas.

Leia a entrevista do Secretário Luis Ramos:

Como as calçadas inteligentes e a sinalização para pedestres podem contribuir para a mobilidade urbana?

Na medida em que as calçadas permitam a circulação livre e desimpedida de barreiras a todas as pessoas, garantindo assim a possibilidade de circulação de pessoas com mobilidade reduzida, amplia-se a capacidade do cidadão em circular, e assim sua mobilidade. A sinalização adequada, incluindo aí a utilização de sistemas com tecnologia incorporada de alerta e orientação a pessoas com deficiência, também cria condições para que mais pessoas circulem ampliando assim sua mobilidade.

Qual o modelo adequado de calçadas para as cidades inteligentes? 

Luís Ramos - Aquela livre de barreiras, com redes de infraestrutura ordenadas de forma compartilhada, preferencialmente enterradas e que permitam a livre circulação de pedestres, com grau adequado de sinalização de orientação.

Quais os benefícios que as calçadas inteligentes podem proporcionar aos pedestres?

Luís Ramos -  O primeiro é democratizar a mobilidade não veicular, permitindo que todos, independente de idade ou de ser uma pessoa com deficiência, possam ampliar sua condição de mobilidade. O outro é que, ao agregarmos modernas tecnologias de sinalização, ampliamos ainda mais as condições de circulação com segurança para uma maior parcela da população.

Como deve ser realizada a sinalização para os pedestres?

Luís Ramos -  Seguindo as normas técnica se a legislação incidente, com sinalização de alerta e de orientação,  com tecnologia passiva, o que inclui pintura no solo, materiais com texturas adequadas  e contraste visual, além de tecnologias de sistemas ativos como semáforos com sinalização sonora, por exemplo.

De que forma a circulação do pedestre é priorizada?

Luís Ramos -  Tornando a passagem do pedestre a referência para a calçada, ao invés de priorizar o acesso à entrada de veículos nas edificações. As calçadas devem ser planas, sem degraus e com materiais adequados.

Fontes: Prefeitura de Leopoldina e Assessoria de Comunicação do Ministério das Cidades

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