16/08/2015 às 12h56min - Atualizada em 16/08/2015 às 12h56min

Hospital de Cataguases vai garantir atendimento padronizado à mulher vitima de violência

Decisão é vitória do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Cataguases e foi obtida após audiência na justiça envolvendo Defensoria Pública

O Hospital de Cataguases vai atender á mulher vítima de violência de forma padronizada
O Conselho Municipal dos Diretos da Mulher de Cataguases, com apoio da Defensoria Pública, resolveu um problema que prejudicava o atendimento à mulher vítima de violência no Município. Depois de audiência com o juiz da Comarca de Cataguases, Edson Geraldo Ladeira, no Fórum, na noite da última quinta-feira, 13 de agosto, ficou estabelecido que o Hospital de Cataguases deverá garantir o atendimento padronizado às mulheres que sofrerem violência física, viabilizando que elas sejam recebidas pelo médico plantonista, para fazer o atendimento assistencial e o exame clínico, antes de serem encaminhadas ao médico perito, para fazer o Auto de Corpo de Delito.
 
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Conforme destacou a presidente do Conselho, Ana Carolina Damasceno, "todas as vezes que direcionávamos uma mulher para fazer o corpo de delito o Hospital solicitava a presença de um policial, mas o militar alegava que não tinha a obrigação de ir, porque não era necessário. Desse modo, a mulher, já vitimada, ficava no meio da negativa de atendimento e, para que isso se acabe, procuramos a ajuda da Defensoria Pública. Assim, na presença do juiz, ficou firmado o compromisso do Hospital de Cataguases com o atendimento desses casos, além de várias outras questões também relacionadas ao assunto", sublinhou Ana Carolina.
 
Na audiência, além dela, também estiveram presentes a vice-presidente do Conselho, Maria Ângela Girardi; a defensora pública, Eliana Maria de Oliveira; membros da Provedoria do Hospital liderados pelo provedor Wilson Crepaldi; o diretor clínico e médico perito do Hospital, João Sérgio Mattos, o vereador Geraldo Majella Mazini e o assessor do Poder Executivo, Alex Carvalho. Este, enquanto participava da conversa, também assumiu o compromisso de buscar, via CISUM, a contratação de médico perito depois que João Sérgio se aposentar, em outubro.
 
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Ao fim dos debates, também ficou acordado que, reservadas as proporções, será dado atendimento preferencial, pelo protocolo de Manchester, às mulheres agredidas, as quais deverão ser conduzidas com discrição. A audiência com o juiz também estabeleceu que deverá ser viabilizado, junto à Regional de Saúde, o atendimento mínimo diferenciado às vítimas de violência sexual. Além disso, outras reuniões entre Defensoria Pública, Polícia Militar e Conselho terão que ser realizadas para debater novas demandas. Ana Carolina e Maria Ângela comemoraram as conquistas, destacando a relevância de prestar atendimento adequado às mulheres, que se tornam frágeis e necessitam de acompanhamento especial, quando vitimadas por violência.
 

  Paulo Victor Rocha/Site do Marcelo Lopes


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