05/10/2015 às 16h11min - Atualizada em 05/10/2015 às 16h11min

Secretaria de Aviação Civil vai investir em novo aeroporto em Muriaé

País vai investir cerca de R$ 7,3 bilhões na construção ou reforma de 270 aeródromos

Daniela Maciel - Diário do Comércio
Para Sinval Ferreira Silva, a construção do aeroporto é um sonho antigo de toda a região.

Criado em 2012, o Programa de Aviação Regional tem como objetivo conectar o Brasil e levar desenvolvimento e serviços sociais a lugares distantes das capitais brasileiras. Para isso, a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República vai investir cerca de R$ 7,3 bilhões na construção ou reforma de 270 aeroportos em todo o território nacional.

Em Minas Gerais, 33 municípios foram contemplados. Deles, apenas Pouso Alegre, no Sul de Minas, ainda está na primeira fase - Estudo de Viabilidade Técnica (EVT) -, quando é estudada a topografia do local e definido o tamanho do aeroporto necessário para atender a região com base em estudos socioeconômicos.

Muriaé, na Zona da Mata, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, precisaram dar mais um passo dentro da primeira fase, e estão realizando estudos complementares - quando o sítio não apresenta condições ideais para expansão.

De acordo com o secretário de Relações Institucionais de Muriaé, Sinval Ferreira Silva, a construção do aeroporto é um sonho antigo de toda a região. "O aeroporto é primordial para facilitar a atração de investimentos. Quando buscamos recursos sempre esbarramos nessa questão. Temos um campo de aviação particular em Muriaé, mas em uso regular. O aeroporto mais próximo é Goianá (também na Zona da Mata), distante 140 quilômetros. O nosso aeroporto atenderia, pelo menos, 40 cidades próximas", avalia Silva.

Na segunda fase estão Barbacena e São João del-Rei, no Campo das Vertentes; Caxambu e São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas; Goianá, Juiz de Fora, Ponte Nova e Ubá, na Zona da Mata; Governador Valadares, no Vale do Rio Doce; Ituiutaba, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro; Jaíba, Montes Claros e Pirapora, no Norte de Minas; João Pinheiro e Unaí, Noroeste; Ouro Preto, região Central; e Piumhi, Centro-Oeste.

Aqui é o chamado Estudo Preliminar, que detalha o EVT. Define o tamanho da pista, do pátio e do terminal e o investimento necessário para isso.

Segundo o vice-prefeito de Ouro Preto, Chiquinho Xavier, o local escolhido fica no distrito de Glaura e os custos estimados são da ordem de R$ 600 milhões. A proximidade da cidade histórica com Belo Horizonte é um dos pontos que gera polêmica sobre o projeto. "O aeroporto de Ouro Preto é o único que vai ser levantado do chão, por isso esse valor. O estudo da Secretaria de Aviação Civil demonstrou que temos demanda para uma aeroporto aqui, por causa da força da mineração, da Ufop, com mais de 9 mil alunos e o crescente fluxo turístico da região. De outro lado, vamos servir também como um apoio para Confins, servindo ao Vetor Sul da Capital e cidades próximas a Ouro Preto", avalia Xavier.

Terceira fase - 11 municípios estão na terceira fase e são os mais adiantados do Estado. Depois do licenciamento ambiental concedido pelo Estado - indispensável para o início das obras - é iniciado o anteprojeto - em que é elaborado o projeto de engenharia para a licitação. Compõem a lista: Araxá e Patos de Minas, no Alto Paranaíba; Diamantina, no Vale do Jequitinhonha; Divinópolis, na região Centro-Oeste; Janaúba, no Norte de Minas; Paracatu, na região Noroeste; Passos, Poços de Caldas e Varginha, no Sul de Minas; Salinas, no Norte de Minas; e Santana do Paraíso, no Vale do Rio Doce.

Para Divinópolis o projeto prevê, entre outras melhorias, ampliação da pista de pouso e decolagem. Um novo módulo operacional no terminal de passageiros e uma nova seção contra incêndio. Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Divinópolis, Paulo César dos Santos, as melhorias no Aeroporto Brigadeiro Cabral são um passo de planejamento de longo prazo.

"Hoje temos um aeroporto que atende nossas necessidades, mas precisamos ter um pensamento regional. Divinópolis é cercada de cidades com arranjos produtivos importantes como Nova Serrana (polo calçadista) e Santo Antônio do Monte (fogos de artifício), por exemplo. Trabalhamos para atrair novas operadoras e ampliar os destinos ofertados. Até o fim de 2016, vamos entregar o plano diretor exclusivo da área do aeroporto", afirma Santos.

O objetivo final do Programa de Aviação Regional é que 96% da população esteja a, no máximo, 100 quilômetros de um terminal aeroportuário. O investimento é oriundo do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), composto por taxas e outorgas da aviação, e que só pode ser investido de volta no próprio setor. A contratação das empresas responsáveis pelos estudos e obras é feita diretamente pelo governo federal, sem repasse de verbas a estados e município

 


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »