06/10/2015 às 12h23min - Atualizada em 06/10/2015 às 12h23min

“Salário Zero” é retirado da pauta da reunião da Câmara de Muriaé

Marcados para serem votados, na noite de segunda-feira (05), durante Reunião Extraordinária da Câmara Municipal, os projetos de lei que propõem que prefeito, vice-prefeito, secretariado e vereadores de Muriaé trabalham sem remuneração e que também seja extinga a verga de gabinete indenizatória (R$ 4.707,14 ao mês), foram, por unanimidade, retirados de pauta.

Vale lembrar que o salário atual do vereador é de R$ 10.946,88; o do prefeito é de R$ 28.868,56; o de vice-prefeito, R$ 14.734,10; e o dos secretários municipais chega a R$ 10.500,00.

Com o Plenário lotado, os legisladores reuniram-se por cerca de três horas. Em seu pronunciamento, a advogada e assessora jurídica do Sindicato dos Servidores Municipais de Muriaé, Zélia Couri, lembrou que nenhum servidor do Poder Executivo Municipal pode receber remuneração 70% maior que a do prefeito. Segundo ela, caso o projeto fosse aprovado, os funcionários da Prefeitura teriam seus salários congelados e ficaria vetada a progressão de carreira.

Com a votação para que os PLs do “Salário Zero” fossem retirados, foi feito o parecer das comissões de Constituição e Justiça, e Orçamento e Tomada de Contas. Segundo os vereados, o projeto será estudado e acrescido de alterações que não prejudiquem os servidores.

Ainda durante a reunião, que durou cerca de três horas, a presidente do Sindicato da Educação de Muriaé (SindUte), Sandra Lúcia Couto, ressaltou a importância do diálogo entre os agentes públicos e a população, reafirmando a continuidade do “Projeto de Iniciativa Popular”, com um abaixo-assinado que pede a redução de 50% dos salários do Executivo e do Legislativo, bem como da verba de gabinete. Segundo ela, tal projeto deve chegar à Casa Legislativa até novembro para ser votado e já passar a valer em 2016.

Fonte: Jornal de Muriaé /Fotos: Silvan Alves


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