17/10/2015 às 11h56min - Atualizada em 17/10/2015 às 11h56min

Precaução com gastos públicos leva prefeito a revogar desapropriação da AABB

José Roberto avaliou que crise econômica que assola o país está tendo reflexos nos municípios.

Luiz Otávio Meneghite
Vista parcial da AABB de Leopoldina

O prefeito José Roberto de Oliveira assinou decreto revogando ato de desapropriação que havia feito em 4 de março deste ano declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação as instalações da AABB-Associação Atlética Banco do Brasil. No texto do decreto ele chama atenção para  o fato de que “o impacto da crise econômica no orçamento do Município de Leopoldina, requer precaução nos gastos públicos, notadamente em razão do princípio da economicidade dos atos do Executivo, que deve zelar pela gestão responsável do erário. A situação financeira da Prefeitura de Leopoldina, embora seja cômoda, de estarmos pagando o salário dos servidores em dia e já termos em caixa numerário de  reserva para o pagamento do 13º salário, temos que ter prudência”, disse o prefeito.O novo texto revogando a desapropriação foi publicado na edição de sexta-feira, 16 de outubro, do Diário Oficial dos Municípios Mineiros.

AABB sediaria Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 24 horas

O Decreto assinado em março pelo prefeito José Roberto de Oliveira previa a  desapropriação, amigável ou judicial, de  todas as instalações da antiga AABB-Associação Atlética Banco do Brasil, localizada no bairro Fortaleza, com todas as edificações nela existentes numa área total de 9,68 hectares. O prefeito chegou a invocar o caráter de urgência do processo judicial de desapropriação do imóvel visando a instalação no local de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD 24 horas).

O que é o Centro de Atenção Psicossocial – CAPS AD III Álcool e Drogas 24horas

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD 24 horas) é um serviço específico para o cuidado, atenção integral e continuada às pessoas com necessidades em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas. Seu público específico são os adultos, mas também podem atender crianças e adolescentes, desde que observadas as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O CAPS AD III 24 horas que agora vai funcionar em outro local, em dependências alugadas pela Secretaria Municipal de Saúde, tem como objetivo oferecer atendimento à população, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Os CAPS também atendem aos usuários em seus momentos de crise, podendo oferecer acolhimento noturno por um período curto de dias. Além disso, o CAPS AD III vai apoiar usuários e famílias na busca de independência e responsabilidade para com seu tratamento. O local vai dispor de equipe multiprofissional composta por médico psiquiatra, clínico geral, psicólogos, dentre outros.

Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, que possam garantir o sucesso de suas ações, preocupando-se com a pessoa, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana. A Secretária Lúcia Gama lembra que “o Caps é um dos elos da Rede de Atenção a Saúde (RAS). O alicerce dessa Rede é as ESF's. O matriciamento passa pelo NASF - o grande apoiador. Mas ainda temos na Rede, chamada por alguns de RAPS, o hospital geral, as SRT's (Serviço de Residência Terapêutica/Leopoldina terá dois), o Caps TM (Transtorno mental/Leopoldina terá um do tipo III), SAMU, Unidades de Apoio (UA) e não funcionamos sozinhos, pois existe um elo com as cidades circunvizinhas”, esclarece a Secretária


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