21/10/2015 às 13h11min - Atualizada em 21/10/2015 às 13h11min

Atendimento domiciliar do Polo de Saúde já colhe frutos do trabalho

Para ser beneficiado com o atendimento, o paciente tem que ser encaminhado pela enfermeira ou pelo médico da atenção básica e se enquadrar no protocolo.

O paciente não precisa sair de sua casa para ser atendido

As pesquisas demonstram que quando o paciente é cuidado dentro do seu lar, junto aos familiares, em um ambiente que não alimenta a ideia de doença, sua recuperação é muito mais rápida.

A grande maioria das famílias com pacientes restritos ao leito acabam se desestabilizando pelo desconhecimento de como cuidar e da falta de recursos para prover o atendimento.

“Durante o “Saúde Itinerante” que fizemos junto as equipes saúde da família, visitamos pessoas acamadas e ficou claro para nós, que tínhamos que fazer alguma coisa pelos pacientes e pela família. Temos muitos pacientes restritos ao leito. Para se ter noção, temos 56 pacientes numa única área de equipe saúde da família e olha, que temos 14 equipes no município”, revela Lucia Gama, secretária municipal de saúde.

Diante da situação diagnosticada, a secretaria municipal de saúde de Leopoldina projetou o “Cores da Vida”, que tem como uma das frentes de trabalho o Atendimento Domiciliar multidisciplinar.

“Em 40 dias de trabalho, as equipes de Atendimento Domiciliar que fazem parte do Polo de Saúde Agostinho Pestana já atendem cerca de 120 acamados e muitos dos seus cuidadores, por que se não dermos suporte ao cuidador ele adoece pelo stress, por isso damos a eles terapia individual e em grupo”, informa Simonia Diana, referência técnica no polo de saúde.

“Lembro que quando começamos tínhamos paciente que nem se movia na cama, hoje vira sozinho e com seu esforço até senta. Seu J.V. tinha internações repetidas com pneumonia por aspiração, pois engasgava demais, hoje já não engasga. Dona F.C. com várias escaras, algumas fecharam e duas estão pequenas, quase fechando. Cuidador familiar que se emociona quando chegamos dizendo que vamos ajudar....não tem dinheiro que pague esta gratificação que sentimos,” completa Vânia Pereira, fisioterapeuta da equipe multiprofissional.

“O que está sendo feito aqui é inovador no SUS. Dos 853 municípios de Minas, menos de 40 tem um home care público. O prefeito José Roberto tem a visão administrativa e humanitária de que estes pacientes, já tão sofridos, e suas famílias necessitam de um atendimento mais digno e personalizado. E com isso vai diminuir as reinternações hospitalares. Hospital e paciente saem ganhando”, completa o enfermeiro José Roberto da equipe multiprofissional.

Para ser beneficiado com o atendimento, o paciente tem que ser encaminhado pela enfermeira ou pelo médico da atenção básica e se enquadrar no protocolo.

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina e Polo de Saúde Agostinho Pestana com fotos de Sabrina Franzoni.


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