04/11/2015 às 20h29min - Atualizada em 04/11/2015 às 20h29min

Globalbev coloca fábrica à venda em Visconde do Rio Branco

Empresa pretende se desfazer de unidade voltada para a produção de sucos na até o final deste ano

Nádia de Assis - Diário do Comércio
Bernardo Fernandes afirma que a ideia é diversificar ainda mais as linhas de snacks e bebidas funcionais.

A Globalbev, empresa detentora de marcas conhecidas e especializada na fabricação e distribuição de bebidas, açaís e snacks, aposta em nova estratégia de negócios. Com objetivo de atribuir mais destaque às linhas mais rentáveis - energéticos e snacks, a organização articula a venda das duas fábricas próprias. Uma delas, onde são fabricados os sucos, fica em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata. As negociações devem ser concluídas até o fim do ano.

A unidade industrial tem área construída de 17 mil metros quadrados e consegue produzir, anualmente, até 100 milhões de litros. Ela também emprega 200 colaboradores. Segundo o presidente da Globalbev, Bernardo Fernandes, a empresa pretende deixar definitivamente o mercado de sucos. "A operação é regional, muito pesada, e não explora todo o potencial da empresa. Então, essa falta de perspectivas motivou a decisão", revela.

A outra fábrica que também será comercializada fica em Marituba, município da região metropolitana de Belém, capital do Pará. Ela é responsável pela produção das polpas de açaí das marca Amazoo Açaí e tem capacidade para fabricar até oito mil toneladas por ano. Fernandes, contudo, afirma que a Globalbev vai manter a marca e, a partir de 2016, a produção deverá ser terceirizada.

Hoje, a empresa terceiriza a produção dos energéticos Extra Power e Flying Horse, do isotônico Marathon, além das castanhas da marca Iracema. A Globalbev também é responsável pela distribuição das batatas da marca Pringles. A ideia, conforme o executivo, é diversificar ainda mais essas duas linhas de produtos - snacks e bebidas funcionais - responsáveis por gerar 70% do faturamento.

Ano passado, a empresa faturou R$ 480 milhões e, inicialmente, a expectativa é que o montante alcance R$ 1 bilhão até 2017. Fernandes, entretanto, afirma que, com o encerramento da divisão de sucos, a empresa precisa rever as metas de longo prazo. "Considerando o cenário econômico e a mudança de estratégia, é difícil fazer previsões neste momento", diz.

Hoje, o principal mercado da empresa é São Paulo, seguido por Minas Gerais. Para abastecer os pontos de venda, a organização mantém quatro centros de distribuição localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. O presidente não descarta a possibilidade de instalar mais um CD no Nordeste, possivelmente entre o Ceará e a Paraíba. Ele, contudo, ainda não revela o valor a ser investido.

Além dos centros, a empresa tem outras sete regionais de venda com equipe própria e uma filial em São Paulo. Para Fernandes, os desafios enfrentados em 2015 devem persistir em 2016. "A Globalbev espera mais um ano ruim, sem crescimento e durante o qual a confiança do consumidor deve continuar em baixa. Acredito em melhorias somente a partir de 2017", avalia o executivo.

 


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