16/11/2015 às 08h37min - Atualizada em 16/11/2015 às 08h37min

Venda de cervejas em garrafas ao ar livre é reprovada por ampla maioria dos leitores

62% acham que a venda de cervejas ao ar livre deveria ser só em latas e apenas 18% acham que o comércio deveria ser livre. Veja o infográfico ao final da matéria.

Luiz Otávio Meneghite
Garrafas espalhadas nos canteiros da Praça João XXIII

A enquete em tela foi sugerida por dezenas de leitores, após o quadro deprimente mostrado por fotografias amplamente compartilhadas nas redes sociais, com a Praça João XXIII, localizada no centro de Leopoldina, coberta por garrafas de bebidas vazias, algumas quebradas, resultado de uma noitada da qual participou parte do público que voltou frustrado do show do cantor Gustavo Lima, que seria realizado no Parque de Exposições na noite de sexta-feira, 6 de novembro e que foi transferido para o domingo, 8 de novembro, devido ao mau (bom) tempo, indo para a praça extravasar.

As garrafas, segundo dezenas de manifestações postadas principalmente no facebook colocaram em risco a integridade física dos freqüentadores da feira do produtor, que é realizada todas as quartas e sábados no local, com organização da Emater e Secretaria Municipal de Agricultura.

O Jornal Leopoldinense Online publicou uma matéria relatando o que viu naquela manhã de sábado, quando uma senhora, segurando um cão com uma das mãos, com a outra se abaixava com certa dificuldade recolhendo cacos de garrafas quebradas e colocando numa lixeira. O gari que fazia a limpeza no local, de tanto serviço, se limitava a varrer o que estava à beira da calçada deixando como estavam as garrafas espalhadas nos canteiros como mostraram as fotos compartilhadas no facebook, uma delas reproduzida aqui nesta página.

Muita gente que passava pelo local dava opinião para que se proíba a venda de bebidas em garrafas e só em copos plásticos ou em latas. No entorno da Praça João XXIII existem pelo menos quatro trailers e quatro bares, sendo talvez a maior concentração de estabelecimentos do gênero por metro quadrado de Leopoldina, mas nem todos vendem cervejas em garrafas.

Um deles é Arnaldo Anselmino, proprietário do trailer ‘Na Linha do Trem’,  que disse ao jornal que o problema do lixo na praça poderia ser amenizado se cada estabelecimento mantivesse uma lixeira própria à disposição dos clientes. Ele criticou a existência de dois tambores de latão com capacidade de 200 litros cada um, colocados pela prefeitura no passeio entre a rua Francisco Gama e a Praça João XXIII, para coleta de todo o lixo dos bares e trailers das imediações. Segundo ele, há certo abuso na utilização desses tambores onde são despejados todos os detritos de bares e ambulantes em dias de festa, até óleo de cozinha usado, como pode ser constatado no chão onde eles ficam. O forte mau cheiro ao redor dos tambores agrava a situação.

Bem arborizada, a praça está com os canteiros sem vegetação, os bancos quebrados e o piso de pedra portuguesa se soltando formando verdadeiras armadilhas para quem passa distraído por ali.

Uma das pessoas que compartilhou as fotos no facebook, o agropecuarista Paulo Cruz Martins Junqueira, freqüentador assíduo da feira do produtor, assim se expressou: “eu penso que os comerciantes estabelecidos nas proximidades deveriam ser chamados a participar de um programa sustentável de destinação adequada de resíduos e manutenção da praça”. Outros internautas lamentaram o quadro mostrado pelas fotos e manifestaram indignação. Um deles disse: “a gente cobra de todo mundo...mas além disso acho que o que ta faltando mesmo é berço...educação”.

A enquete ficou à disposição dos leitores para votação no período de 07 a 14 de novembro com a pergunta: Você aprova a venda de cerveja em garrafas ao ar livre? O resultado apurado você confere no infográfico de João Gabriel Baia Meneghite:


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