18/11/2015 às 09h36min - Atualizada em 18/11/2015 às 09h36min

Governo Federal e estados farão plano conjunto de recuperação do Rio Doce

Fernando Pimentel se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff e com Paulo Hartung (ES), em Brasília, para discutir soluções para as consequências da tragédia ambiental em Minas Gerais

“Falamos recuperação, inclusive, tornando-o melhor do que estava antes. Revitalizando as nascentes, a mata ciliar”, completou Dilma.(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, se reuniu nesta terça-feira (17/11), em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff e com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, para discutir um plano de recuperação do Rio Doce, atingido pelo rompimento da barragem de Fundão, gerida pela mineradora Samarco, no último dia 5.

Em entrevista coletiva após o encontro, a presidenta Dilma afirmou que o plano de recuperação da bacia será feito em conjunto entre o Governo Federal e os estados para “retornar a vida” ao Rio Doce em patamares superiores ao que ele estava antes da tragédia. 

Nesta quarta-feira (18/11), haverá um encontro entre integrantes da Advocacia Geral da União e as procuradorias de Minas Gerais e do Espírito Santo para debater as questões legais relativas ao projeto.

“Esses três procuradores vão avaliar a arquitetura jurídica de todos os problemas e sobretudo desse plano de recuperação. A partir daí podemos dar exemplo de ação federativa no sentido da recuperação de umas das mais importantes bacias hidrográficas”, destacou a presidente. “Falamos recuperação, inclusive, tornando-o melhor do que estava antes. Revitalizando as nascentes, a mata ciliar”, completou Dilma.

A reunião contou ainda com a presença dos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Gilberto Occhi (Integração Nacional), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Eduardo Braga (Minas e Energia).

O governador Fernando Pimentel destacou, após o encontro, as ações do Estado para resolver os problemas humanos e materiais causados pela tragédia do início do mês. Segundo ele, tudo o que é possível está sendo feito.

“O monitoramento das barragens é feito diariamente. Está sendo feito um trabalho de rebocamento, começou ontem. Vão ser colocados 500 mil metros cúbicos de pedras, então o risco que existe ali vai ser diminuído. Evidentemente, a situação ainda é de emergência na região. Tanto que não permitimos que a população retornasse para os locais de origem”, ressaltou Pimentel.

Desde o rompimento da barragem, o governador já esteve em duas ocasiões acompanhando os trabalho de salvamento em Mariana e em outras três oportunidades em Governador Valadares, cidade que ficou sem abastecimento de água devido à chegada da lama ao Rio Doce. No último sábado (14/11), Pimentel anunciou a retomada da captação de água do rio, o que foi possível na última segunda-feira (16/11).

Nesta terça-feira (17/11), o Governo de Minas Gerais decretou estado de emergência na região do rio Doce e das cidades afetadas.

 

Temas

A presidente Dilma salientou a preocupação com o atendimento à população e com as perdas humanas e voltou a declarar que parte dos custos da recuperação do Rio Doce será da empresa dona da barragem que se rompeu. “Obviamente tem uma parte que é de responsabilidade da empresa e uma parte em que o rio precisa ser recuperado. A recuperação do rio é algo que temos que tornar uma questão objetiva e concreta”, disse.

A qualidade da água foi outra questão destacada por Dilma. “A segunda parte (da reunião) foi de qualidade da água. Nós monitoramos essa questão”, finalizou a presidenta.

Nos últimos dias, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 250 milhões à mineradora. Já a Samarco fechou acordo com o Ministério Público de Minas Gerais que prevê o pagamento de R$ 1 bilhão para a recuperação dos danos.

 

SEGOV - Governo de Minas - Central de Imprensa


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