02/12/2015 às 08h25min - Atualizada em 02/12/2015 às 08h25min

Processo para abrir empresas em Minas Gerais passa a ser feito na internet

Junta deixará de arquivar 1,7 milhão de páginas por ano

Juliana Gontijo - O Tempo Online
Alex Barbosa explica que serão eliminadas 7.000 páginas por dia

Abrir uma empresa pela internet já é possível em Minas Gerais com a JucemgDigital. A plataforma foi lançada ontem pela Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). Além da abertura, outros serviços de atos empresariais – como alteração e extinção – também podem ser feitos virtualmente.

O diretor de gestão da informação e modernização da Jucemg, Alex Francisco Barbosa, explica que o envio de todos os documentos que as empresas registram na Junta será em formato digital. “Até então, os empresários tinham que ir na Jucemg levar os documentos que precisavam ser registrados. Agora, ele faz isso pela internet”, diz o diretor.

De acordo com ele, os procedimentos via internet serão obrigatórios para sociedades anônimas (S.A.s), sociedade cooperativa (exceto constituição) e para o arquivamento de balanço para todas as naturezas jurídicas. “A escolha desses tipos de organizações se deve ao fato de que elas já estão mais habituadas a usar os certificados digitais”, diz Barbosa.

A previsão é que, até julho do próximo ano, todas as modalidades de organizações realizem seus procedimentos pelo site www.jucemg.mg.gov.br.

“A Jucemg é hoje uma fábrica de papel. Com o uso da internet, vamos eliminar 7.000 páginas por dia e 36 mil processos eletrônicos serão enviados por mês na Jucemg. Deixaremos de arquivar 1,7 milhão de páginas por ano. É um projeto que todos ganham”, frisa Barbosa. Para implementar a plataforma, foram consumidos em torno de R$ 3 milhões, durante dois anos. E o governo mineiro disponibilizou mais R$ 1 milhão em equipamentos.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, a JucemgDigital vai ajudar na competitividade das empresas. “É um ganho não ter que se deslocar até a Junta, além de agilizar os processos. O prazo para as empresas hoje é vital”, diz.


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