15/12/2015 às 16h30min - Atualizada em 15/12/2015 às 16h30min

ALMG celebra 70 anos de empresa historicamente ligada a Viçosa

Empresa nascida do sonho de um mineiro da Zona da Mata comemora sete décadas de dedicação ao setor agropecuário.

Os deputados Hely Tarqüínio e Roberto Andrade entregaram ao presidente da empresa placa alusiva à comemoração

O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Reunião Especial realizada na noite dessa segunda-feira (14/12/15), celebrou o aniversário de 70 anos da Agroceres. Requerida pelo deputado Roberto Andrade (PTN) e presidida pelo 1º vice-presidente da Casa, deputado Hely Tarqüínio (PV), a celebração foi aberta com a exibição de um vídeo institucional narrando as sete décadas de história da empresa. Houve, ainda, apresentações da Banda de Música da 4ª Região da Polícia Militar, sob a regência do capitão Newton Faria de Souza.

A cerimônia foi prestigiada pelos deputados Antônio Carlos Arantes e Dalmo Ribeiro Silva (ambos do PSDB), e por autoridades municipais das cidades de Viçosa, Arapongas, Teixeiras, Ervália, todas localizadas na Zona da Mata mineira, além dos presidentes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Associação dos Avicultores do Estado (Avimig), respectivamente Amarildo José Brumano e Antônio Carlos Vasconcelos. Estavam presentes também a reitora da Universidade Federal de Viçosa, professora Nilda de Fátima Ferreira Soares, o secretário de Agricultura e Pecuária, João Cruz Filho, e membros do corpo administrativo da empresa homenageada.

Em seu pronunciamento, o deputado Hely Tarqüínio destacou o pioneirismo da Agroceres no que tange a inovações genéticas destinadas ao setor agropecuário. “A empresa firmou-se em quatro pilares seguidos à risca por sua administração e seus funcionários: tecnologia, inovação, qualidade e atendimento. Como resultado, ocupa posição consolidada nos mercados de sementes, genética e nutrição animal. Com essas qualidades, rapidamente conquistou a confiança do produtor rural”, elogiou.

Já o deputado Roberto Andrade lembrou um pouco do histórico da empresa, suas diversas áreas de atuação, assim como o empreendedorismo dos idealizadores da Agroceres, sobretudo o seu fundador, o agrônomo mineiro Antônio Secundino de São José. “É de mulheres e homens ousados, que não temem empreender e enfrentar o desconhecido, que o Brasil necessita mais do que nunca. Então, vamos fazer como o Dr. Secundino e plantar mais sementes inovadoras para colhermos frutos férteis como as empresas da Agroceres”, saudou.

Para o secretário João Cruz Filho, a empresa é um patrimônio. “A Agroceres fez uma transformação profunda da agricultura. Se não fosse o progresso da ciência, não seríamos hoje o exportador de alimentos que somos, a liderança em todos os setores. Um de cada três frangos consumidos no mundo é produzido pelo nosso Brasil e pela nossa ciência e tecnologia. Então, quero cumprimentar todos os colaboradores da Agroceres por esse belíssimo trabalho de longo tempo e dizer que nós, do governo do Estado, a reputamos como um dos patrimônios da agricultura mineira”, afirmou.

O presidente executivo do Grupo Agroceres, Fernando Antônio Pereira, agradeceu a homenagem, destacando as mudanças e os obstáculos ocorridos no setor ao longo dessas sete décadas. “Bem sabemos quantos desafios e transformações a agricultura brasileira experimentou durante esses 70 anos, até chegar ao estágio de grande destaque que hoje ostenta. A Agroceres muito se orgulha de ter sido parte desse processo e, mais do que isso, de ter sido uma das empresas protagonistas dessa verdadeira revolução nos negócios em que atuou ou em que atua”, ressaltou.

A Agroceres – A empresa foi fundada em 19 de setembro de 1945, do sonho do jovem agrônomo mineiro Antônio Secundino de São José, que, com Dee William Jackson, John Ware, Gladstone Drummond e Adylio Vitarelli, criou uma companhia dedicada a experiências com milho híbrido inicialmente chamada “Agroceres Ltda”, operando numa pequena fazenda no município de Rio Novo (Zona da Mata).

Em 1951, a Agroceres se fundiu à americana IBEC, gerando a Sementes Agroceres S/A, em que a sócia americana detinha a participação majoritária, mas a orientação e as operações continuavam nas mãos de Secundino e sua equipe. Esse acordo manteve a Agroceres no mesmo rumo anterior, mas com o capital necessário para expandir. Unidades foram construídas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás.

Atualmente, a Agroceres faz alianças tecnológicas com empresas e instituições no Brasil e no exterior e conta com centros de pesquisa distribuídos por todo o território nacional, que desenvolvem, testam e adaptam tecnologias para melhoramento genético animal e vegetal.


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