03/02/2016 às 14h16min - Atualizada em 03/02/2016 às 14h16min

Casas populares do bairro Imperador estão sendo vandalizadas, diz leitor

Obras foram paralisadas por falta de pagamento à construtora, segundo ele e podem não ser concluídas este ano.

Luiz Otávio Meneghite
As 315 unidades do Minha Casa, Minha Vida estão bem adiantadas. (Foto: João Gabriel B. Meneghite)
As 315 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida localizadas no bairro Imperador, em Leopoldina, estão com quase 90% das obras feitas, mas correm o risco de não serem concluídas este ano por falta de pagamento à construtora responsável pela obra, segundo uma fonte do jornal Leopoldinense.
 
O leitor do Jornal Leopoldinense Online, identificado pelas iniciais J.O.W.A., envia e-mail à Redação para informar que as casas estão sendo vandalizadas com a retirada de portas e janelas. Segundo ele, no local parece não ter vigilância e até os tapumes do canteiro de obras foram retirados em parte deixando desprotegido o local.

De acordo com o leitor, cuja esposa é uma das beneficiárias do Programa Minha Casa, Minha Vida naquele bairro, dois vereadores: Pastor Darci e Paulo Celestino (Foto) se interessaram no ano passado pelo problema e foram ao local para constatar o vandalismo, mas até agora nada foi resolvido e as obras continuam paralisadas.
 
De acordo com o Secretário Municipal de Habitação, Pedro Antonio de Paula, as obras serão reiniciadas daqui a alguns dias e serão entregues aos futuros moradores em grupos de 50 em 50 casas. Segundo ele, a estratégia visa proporcionar a cumplicidade dos moradores com a proteção de todo o conjunto inibindo com a ocupação os atos de vandalismo.
 
O prefeito José Roberto de Oliveira, disse ao jornal Leopoldinense que recebeu a palavra do Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, que a construção será retomada logo após o Carnaval e confirmou a estratégia de seu Secretário de Habitação, da entrega das casas a cada 50 concluídas como forma de acelerar a ocupação e consequentemente, com a presença de moradores, inibir o vandalismo.
 
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, "o problema maior é regularizar os pagamentos e ampliar o ritmo de execução das obras já contratadas das fases anteriores", afirma.
 
Segundo ele, essa situação tem prejudicado toda a cadeia da indústria nacional da construção civil. Para se ter uma ideia, em 2013, o MCMV representava 7% a 8% de todo material de construção vendido no País e 15% da receita das construtoras. "Agora, esses percentuais caíram para menos da metade", ressalta.
 
Segundo o Ministério das Cidades, o programa "Minha Casa, Minha Vida", criado em 2009, já contratou 4 milhões de unidades habitacionais, com investimento total de mais de R$ 270 bilhões. Até agora, 2,3 milhões de moradias já teriam sido entregues e 1,7 milhão estariam em construção.
 
Fontes:  Ministério das Cidades, Prefeitura de Leopoldina e Câmara Municipal de Leopoldina. Fotos: João Gabriel Baia Meneghite e Marcos Marinato Crespo. 

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