10/02/2016 às 16h26min - Atualizada em 10/02/2016 às 16h26min

Parlamentares mineiros em Brasília gastam R$ 17 mi da verba de gabinete

O mais “gastão” foi o tucano Paulo Abi-Ackel (PSDB), que, durante todo o ano, utilizou mais de R$ 416 mil da verba com seus gastos pessoais.

Dos parlamentares mineiros, o mais “gastão” foi o tucano Paulo Abi-Ackel (PSDB).
Os 53 deputados mineiros da Câmara Federal gastaram, em 2015, primeiro ano da nova legislatura, quase R$ 17 milhões com os repasses da verba de gabinete, que é disponibilizada pela própria Casa para auxiliar os parlamentares durante o mandato. Como nem todos os gabinetes atualizaram os gastos de dezembro, é bastante provável que a conta paga pelos cofres públicos seja ainda maior.

Entre as despesas, estão gastos necessários, como a compra de passagens aéreas, locação de veículos e pagamento de contas de seus escritórios estaduais. Mas há desembolsos curiosos, como a compra de R$ 294 em uma famosa rede norte-americana de hambúrgueres, ou notas fiscais nas quais os únicos itens consumidos são chocolates, chicletes, balas, além de refeições como açaí de morango, milk-shake e picolé.

Dos parlamentares mineiros, o mais “gastão” foi o tucano Paulo Abi-Ackel (PSDB), que, durante todo o ano, utilizou mais de R$ 416 mil da verba com seus gastos pessoais. Curiosamente, o valor ultrapassou até mesmo os limites impostos pela Câmara (R$ 30 mil por mês). Com isso, Abi-Ackel terá que economizar durante os próximos meses de mandato.

Em segundo lugar aparece o deputado Aelton Freitas (PR), que utilizou R$ 414 mil durante o último ano. Em seguida estão Carlos Melles (DEM), Eduardo Barbosa (PSDB) e Lincoln Portela (PR).

Já os deputados Reginaldo Lopes (PT) e Marcelo Aro (PHS) foram os que menos gastaram com a verba pública durante o primeiro ano da legislatura. O peemedebista Silas Brasileiro (PMDB) também aparece como um dos que menos gastam, mas, ao contrário do petista e de Aro, Silas só assumiu o mandato posteriormente.

Verba de Gabinete

O valor da verba de gabinete é de R$ 92.053,20 (noventa e dois mil, cinquenta e três reais e vinte centavos), de acordo com o Ato da Mesa 2/2015. A verba é destinada ao pagamento de salários dos secretários parlamentares, funcionários que não precisam ser servidores públicos e são escolhidos diretamente pelo deputado. O salário dos secretários parlamentares é de, no mínimo, R$ 845,00 e, no máximo, R$ 12.940,00. Cada deputado pode contratar até 25 secretários parlamentares.
Publicado em 26/01/16 na coluna A.Parte no jornal o Tempo e no Site da Câmara dos Deputados
 
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