13/02/2016 às 12h54min - Atualizada em 13/02/2016 às 12h54min

Horário de verão 2016 termina dia 21 de fevereiro

Com isso, a partir das zero horas (00h00) do dia 21 de Fevereiro de 2016, os relógios devem ser atrasados em um hora

Esta imagem vai poder ser vista mais cedo em Leopoldina.
O horário de verão 2016 termina no terceiro fim de semana deste mês, do dia 20 para o dia 21 de fevereiro. Com isso, a partir das zero horas (00h00) do dia 21 de Fevereiro de 2016, os relógios devem ser atrasados em um hora nos estados em que o Horário de Verão é válido. O horário especial começou, em 2015, à meia-noite do dia 18 de outubro.

Os Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país que terão de voltar o relógio em uma hora são: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

As regras estão estipuladas no decreto 6.558/ 2008, que fixa a duração da media do horário de verão em quatro meses. A data estipulada para o início do horário de verão é sempre o terceiro domingo de outubro, e o encerramento ocorre no terceiro domingo de fevereiro.

Economia
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão tem como objetivo principal a redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta, ou seja, quando mais pessoas, empresas e indústrias estão utilizando a energia elétrica. Isso é possível porque a parcela de carga de iluminação passa a ser acionada mais tarde do que normalmente o seria, motivada pelo adiantamento do horário.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Fim do horário de verão pode causar crise de hipertensão
Para alguns, o fim do horário de verão é uma ótima notícia, pois significa uma hora a mais de sono. Para outros, nem tanto, pois o dia deixa de ser (ou parecer) mais longo. Independente da preferência de cada um, o fim do horário de verão impacta na rotina mais do que se imagina e pode até causar crise de hipertensão em pessoas predispostas.

“O nosso relógio biológico possui uma programação. Com a rotina, são definidos os horários em que acordamos, nos alimentamos e vamos dormir. Nas mudanças do horário de verão, seja no início, em que adiantamos uma hora, ou no final, com o atraso dos ponteiros, o organismo deixa de seguir essa programação naturalmente. Com isso, é natural sentir cansaço e dificuldades para dormir, raciocinar e se alimentar por cerca de três ou quatro dias”, explica a cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Aurélia Mussi.
O problema é quando o impacto do fim do horário de verão vai além disso. “Em pacientes hipertensos, a alteração na rotina gera um estresse no organismo que faz com que uma carga maior de adrenalina seja liberada. O resultado é uma crise de pressão alta nesta época do ano que pode, inclusive, iniciar semanas antes da data oficial pela ansiedade da mudança”, alerta a especialista.

Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas, pois uma crise de hipertensão pode ter consequências muito graves. “Os principais sinais de pressão alta são dor de cabeça, dor na nuca, visão dupla e palpitações cardíacas. Ao senti-los, deve-se tomar o medicamento já receitado pelo médico e aguardar em repouso por uma hora. Caso a pressão não se estabilize, vá ao Pronto-Socorro. Se não tratada corretamente, a hipertensão pode causar acidente vascular cerebral (AVC), infarto, insuficiência cardíaca e desmaio”, alerta Aurélia.

Para prevenir os danos, a cardiologista recomenda consultas médicas periódicas, principalmente nas trocas de estações. “Embora não haja estudo científico sobre o assunto, a prática clínica mostra que 95% dos pacientes hipertensos têm crises nas alterações do horário de verão. Por isso, é preciso consultar o médico para verificar a necessidade de reajustar a medicação até que o organismo do paciente se adapte à nova rotina”, orienta.
 
Ariane Salles-Assessoria de Imprensa do Hospital São Camilo
 
 
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