03/03/2016 às 14h03min - Atualizada em 03/03/2016 às 14h03min

Suposta delação de Delcídio faz Bovespa subir forte

Por Equipe InfoMoney - O Ibovespa abre em alta nesta quinta-feira (3), com as bolsas internacionais operando sem direção ainda repercutindo a indefinição no cenário para o petróleo e a possibilidade de mais estímulos na China, além de dados positivos nos Estados Unidos. Por aqui, o cenário político guia o pregão com notícia de vazamento da delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), citando Dilma.

Às 11h37 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 1,60%, a 45.609 pontos, tendo chegado a disparar 2,27% na máxima do dia, mas perdeu força após notícia do Brasil247 de que Delcídio negará a delação. Já o dólar comercial cai 0,76% a R$ 3,8582 na venda, enquanto o dólar futuro para janeiro de 2016 recua 1,1% a R$ 3,881. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 sobe 6 pontos-base a 14,12%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 2 pontos-base a 15,24%.

Delação de Delcídio

A presidente Dilma Rousseff tentou interferir na Operação Lava Jato, segundo delação do senador Delcídio do Amaral, publicada pela revista Isto É desta quinta. O jornalista Ricardo Boechat, da Bandeirantes e também colunista da revista, adiantou a informação. De acordo com a revista, a presidente conversou com auxiliares e nomeou ministros para tribunais superiores – principalmente o STJ (Superior Tribunal de Justiça) – favoráveis às teses das defesas de acusados, em uma tentativa de ajudar empreiteiras e políticos alvos da Operação, segundo o senador.

Delcídio foi preso na Operação Lava Jato em 25 de novembro de 2015 e solto há menos de um mês, mas antes prestou depoimento a PF (Polícia Federal).

PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro teve queda de 1,4% no quarto trimestre de 2015 na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta. Na base de comparação anual, a queda foi de 5,9%. Analistas estimavam retração de 1,6% no quarto trimestre de 2015 frente ao terceiro trimestre, levando em conta a mediana das estimativas da pesquisa Bloomberg. Na base de comparação anual, era esperada queda de 6%. No acumulado de 2015 o PIB recuou 3,8%. O IBGE informa ainda que, em valores correntes, o PIB alcançou R$ 5,904 trilhões.

Copom

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta noite de quarta-feira, 2, manter pela quinta vez consecutiva a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Assim como nas últimas duas reuniões, a decisão não foi unânime: os diretores Sidnei Marques e Tony Volpon votaram para que a Selic subisse 0,5 ponto porcentual. Desde novembro, esses dois membros insistem para que a taxa suba para 14,75% ao ano, o que dá mais indicações de que o BC deva manter os juros em um futuro próximo. O voto dos dois diretores estava sendo considerado pelos analistas do mercado com um importante sinalizador dos próximos passos da política de juros do BC.

Cunha e o STF

Faltando ainda o voto de 5 ministros, o STF (Supremo Tribunal Federal) já atingiu maioria nesta quarta para aceitar o recebimento parcial de uma denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo suposto recebimento de US$ 5 milhões de propina da Petrobras. Dos 11 ministros da Corte, 6 votaram em favor da abertura da ação penal contra o deputado, sendo que o resto votará nesta quinta-feira. O ministro Teori Zavascki, relator do caso, votou para aceitar somente uma parte da denúncia, por entender que a Procuradoria Geral da República não conseguiu provas mínimas de que Cunha e a ex-deputada Solange Almeida, prefeita de Rio Bonita, participaram de irregularidades na celebração dos contratos de navios-sonda da Petrobras em 2006 e 2007.


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