08/03/2016 às 08h45min - Atualizada em 08/03/2016 às 08h45min

Indústrias de Ubá reduzem custos com processos produtivos

Expectativa é de uma economia de R$ 1,5 milhão

Gabriela Pedroso - Diário do Comércio
As 12 empresas foram as selecionadas em um total de 32 inscritas em Ubá(Gilson Abreu-Divulgação)
Na crise, há aqueles que sucumbem diante das dificuldades e outros que aproveitam o momento para corrigir erros e superar os desafios impostos. Doze empresas do setor industrial de Ubá, na Zona da Mata, optaram pela segunda opção e agora têm a expectativa de economizar juntas, até agosto, cerca de R$ 1,5 milhão com processos produtivos. Em um 2015 complicado para a economia brasileira como um todo, o grupo resolveu apostar no aperfeiçoamento das atividades, procurou capacitação junto ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) e agora colhe os resultados.
 
Por meio do Programa Lean - Melhoria Contínua, uma metodologia utilizada internacionalmente com foco em redução de custos, as empresas conseguiram identificar os gargalos que impediam o crescimento e implementaram ações eficazes na produção. O grupo teve de passar, inicialmente, por um diagnóstico tecnológico prévio para integrar o programa, desenvolvido de agosto a novembro do ano passado, em parceria com o Instituto de Competências Empresariais (ICE). As 12 empresas foram as selecionadas em um total de 32 inscritas. Três delas são do polo moveleiro, setor que, no ano passado, viu dez empresas fecharem as portas na região.
 
Para o analista técnico do Sebrae, Élder da Silva de Almeida, o Lean, com caráter multissetorial, atende às necessidades de vários segmentos da indústria. “Vejo a metodologia de forma eficaz, não só para o Sebrae como para o nosso cliente. Valeu a pena o investimento, a parceira com o ICE foi produtiva, sem contar a satisfação dos clientes. No momento delicado que o País está passando, o que o empresário quer é a redução de custos, é a economia no bolso. E o Lean leva esse beneficio”, destaca Almeida.

Sócia da Klaus Estofados, Josiane Carvalho conta que a empresa, especializada na produção de móveis estofados, resolveu participar do programa como uma forma de investimento no negócio. “O que nos motivou foi a busca por conhecimento, aprendizado, novas ferramentas de uso contínuo. Queremos um crescimento que possa agregar valor a nossa empresa. Não passávamos dificuldades. A nossa ideia era investir mesmo e melhorar”, diz Josiane, que já identificou redução de custos na produção.
 
Leia também
Fechamento de empresas do polo moveleiro afeta município
 
Duas etapas - Esta é a primeira vez que o programa é adotado em Ubá. O serviço é oferecido pelo Sebrae, que subsidiou a maior parte dos custos, em parceria com o ICE, contratado para prestar a consultoria. O projeto de melhoria contínua é desenvolvido em duas etapas: uma em sala de aula e outra dentro das próprias empresas. No primeiro momento, os clientes participam de um curso onde aprendem informações técnicas, identificam os gargalos e conhecem as ferramentas que serão aplicadas no processo produtivo. A segunda fase corresponde à aplicação in loco do programa, baseado em um sistema de manufatura enxuta, otimização de procedimentos e redução de custos.

“A perspectiva é de que haverá uma economia inicial de R$ 1,5 milhão nas 12 empresas até agosto. Só que isso ainda é uma perspectiva baixa, que pode se tornar bem superior até o segundo semestre, porque as medidas já estão sendo colocadas em prática. Além disso, as empresas assinaram um termo de adesão ao Sebrae se comprometendo a tomar todas as atitudes necessárias à redução de custos identificadas no programa”, explica o analista técnico. A unidade do Sebrae em Ubá espera continuar com a iniciativa neste ano.
 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »