18/03/2016 às 08h20min - Atualizada em 18/03/2016 às 08h20min

Fraternidade Espírita Chico Xavier comemora 16 anos

Para marcar a data promove no dia 28 de março, às 19:00 horas, uma palestra tendo como moderadora a professora Rita de Cássia Garcia Côre, de Lage do Muriaé.

Rita de Cássia Garcia Côre
A Fraternidade Espírita Chico Xavier, localizada na rua da Maçonaria nº 19, no Alto Pirineus, completa 16 anos de existência e para comemorar, promove na segunda-feira, 28 de março, às 19:00 horas, uma palestra tendo como moderadora a professora Rita de Cássia Garcia Côre, de Lage do Muriaé.
 
Conheça um pouco sobre Rita de Cássia Garcia em entrevista concedida ao Blog do Francisco Rebouças - Espiritista.
 
1)Amiga Rita, como aconteceu o seu encontro com a doutrina espírita?

R: Na década de 70, já me interessava pelo assunto. Porém, apenas em 1980 comecei a freqüentar Centros Espíritas. Aliás, a essa altura já havia lido as obras da Codificação e estava conhecendo a série André Luiz. Até que, nos intervalos da vida profissional, pude participar de um grupo de estudos na SEF. Por poucos meses. Passei ainda pela antiga FEERJ e em curto espaço de tempo encontrei a UMEN! Fui, por alguns anos, simples freqüentadora das reuniões públicas, variando o horário (2ª, 3ª e 5ª), conforme os compromissos nas escolas e Secretaria de Educação. Naquele tempo, dava 62 aulas por semana...
 
2) Como e porque se deu sua ida para Laje do Muriaé?
 
R: Vivi 26 anos em Niterói. Minha cidade de eleição! Mas após a aposentadoria no Instituto Abel e na Secretaria de Educação, por ter raízes em Laje (história, familiares casa e chácara), optei por uma vida mais próxima da natureza.
 
3) Que funções você exerce na atualidade no movimento espírita?
 
R: Participo de eventos, de congressos, como palestrante; além de estar sempre em contato com o Movimento, em visita aos Centros, coordenando estudos. Nessas viagens faço um “circuito” pelos estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Não só realizo palestras, mas ouço, participo, aprendo. Acho muito importante que “quem fale ouça”, para aprender com os confrades (ou não). É fundamental não se prender a uma posição exclusiva e estanque. Um dos maiores prazeres que tenho, nos eventos de que participo, é poder descobrir com os companheiros de Doutrina o resultado de seus estudos.
 
4) Como começou sua ligação com o Centro Espírita Joanna de Angelis?
 
R: Quando cheguei a Laje, o CEJA tinha sido fundado há alguns anos. Estava construindo sua sede. Ainda com poucos adeptos. A característica do Centro é ter nascido de um grupo de estudos. Isso é bom, pois o fenômeno é investigado dentro dos parâmetros da Codificação, não se constituindo fonte de espanto ou oportunidade para exibições mediúnicas.
 
5) Como está o movimento espírita na sua Cidade?
 
R: A cidade tem uma população de aproximadamente 7000 habitantes! Igreja Católica atuante, além de templos evangélicos. Daí se depreende que tivemos algumas dificuldades. Hoje os espíritas somos respeitados, embora poucos. A casa tem uma freqüência média de 18 a 20 pessoas nas reuniões públicas, embora cerca de 40 lajenses se digam espíritas...
 
6) E na Região como um todo?
 
R: A nossa região corresponde ao 1º CEU que reúne 10 municípios: Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula e Santo Antônio de Pádua. São 23 Centro Espíritas. Há iniciativas constantes no sentido da unificação e capacitação de trabalhadores. Temos dois eventos anuais importantes. Um, que tem pólos em vários pontos do Estado, já conhecido, que é a COMEERJ e outro, de nossa região, a SENOF (Semana Espírita do Noroeste Fluminense). Realiza-se em julho. Neste ano teremos a 50ª SENOF! Maiores informações sobre o 1º CEU encontram-se em http://www.ceunoroeste.org.br/
 
7) Quais as maiores dificuldades de se divulgar e praticar o espiritismo nas cidades do interior do estado?
 
R: Muitos núcleos espíritas do interior surgiram na primeira metade do século XX e se iniciaram com uma prática medianímica empírica. Poucos companheiros tinham a devida formação teórica. Não havia tradição de estudo. A principal dificuldade está justamente em dar uma nova direção a determinadas Casas, em relação à necessidade do ESDE e à capacitação continuada, para vencer uma mentalidade mágica que não se coaduna com a Doutrina Espírita. Porém, o 1º CEU tem trabalhado bastante nesse sentido. O progresso é visível. A outra dificuldade que enfrentamos é a distância geográfica dos municípios. Nem sempre é possível reunir todos os responsáveis pelas atividades das Casas Espíritas.
 
8) Existem muitas divergências em termos de interpretação da mensagem espírita, em sua opinião porque isso ocorre se os ensinamentos espíritas são tão claros?
 
R: Há divergências, sem dúvida. Ocorrem por falta de estudo bem orientado, sistematizado. E por que não dizer, devido ao velho “personalismo”. As discussões ditas doutrinárias, na verdade, se devem ao desconhecimento da Doutrina! Contraditório? Sim, mas é fato. No entanto, vêm diminuindo entre aqueles de “boa vontade”. A mensagem espírita é clara, claro! Mas só para os que se dispõem a conhecê-la. Daí as mentes enevoadas...
 
9) Existem outros grupos de estudos da doutrina espírita na cidade de Laje do Muriaé?

R: Não. A cidade é pequena...
 
10) Existe muita dificuldade em se convencer os companheiros a estudarem a doutrina nos grupos de estudos das casas espírita, em sua opinião porque isso acontece?

R: Por falta de preparo! Não há tradição de leitura no Brasil. Por outro lado os coordenadores de Grupos de Estudo precisam buscar recursos que prendam a atenção dos que procuram aprender. Para tanto, deveriam se capacitar de forma mais integral. Isto é, Espiritismo implica domínio de outros saberes, como História e Filosofia. Um coordenador de grupo é como um professor no sentido moderno da palavra: um facilitador, um dinamizador. Há de ter um conhecimento associado ao espírito evangélico para atingir também os corações. Em contrapartida, existem os “resistentes” ao estudo, porque acham que já “sabem a Doutrina”. Nesse grupo, infelizmente, encontram-se alguns médiuns invigilantes. Quem diz que sabe é pseudo-sábio, logo... É urgente reajustar as antenas!
 
11) Como você viu a derrota da Lei que aprovaria o crime pelo aborto?

R: A Providência Divina oferece ao homem uma despensa com as provisões necessárias para a alimentação do BEM na Terra. Mas é necessário saber abri-la, com participação e esforço na construção de um mundo melhor. Foi assim: os bons descruzaram os braços e foram à luta!

Ler mais: http://franciscoreboucas.webnode.com.br/news/rita-core/
 
Fonte: Blog do Francisco Rebouças - Espiritista
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